ESTAGNAÇÃO BIOLÓGICA

A estagnação biológica nada mais é do que o passamento ou a morte. É de bom alvitre que se afirme que a morte não é o fim de tudo, ao contrário, é a continuação da vida com nova vestimenta, a espiritual. É uma mudança ou um recomeço. A morte não existe para os espiritistas e espíritas, ela é indolor. As dores que sentimos são as dores da matéria em consequência de doenças adquiridas, acidentes fatais ou por ações de vírus, bactérias, fungos etc. O ser humano sempre teve a intuição da vida após a morte, esta intuição são resquícios de vidas passadas que nos deixa pequenas lembranças. Nascemos e morremos muitas vezes esta é a nossa destinação dada por Deus. Então por que o medo da morte? No íntimo não tememos a morte e sim as dores materiais, as dúvidas sobre este fenômeno foram dissipadas com o nascimento da Doutrina Espírita, mas os adeptos da Bíblia se ler com atenção irão chegar a esta conclusão com a ressurreição de Jesus Cristo acontecida em Espírito, visto que no mundo espiritual não existe ligar para carne e sangue.

O apóstolo Paulo é incisivo em suas afirmações que estão inseridas no bíblio. Outra passagem muito especial que reforça nossas informações é quando da transfiguração de Jesus Cristo, no Monte Tabor e pode ser encontrada em Matheus. Foi de tirar o fôlego! Pedro, Tiago e João estavam num monte com Jesus. Ele estava orando; eles, dormindo. Eles acordaram. E lá estava Jesus: radiante, refulgente, resplandecentes, seu rosto brilhava como o sol e suas roupas estavam brancas como a luz. E lá também estavam Moisés e Elias em glória, conversando com Jesus. A proposta de Pedro de construir três tendas (uma para cada uma das figuras glorificadas) foi rejeitada quando Deus anunciou que Jesus era seu Filho. E depois acabou. Pedro, mais tarde, escreveu: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16). Eles viram a verdadeira glória de Jesus. Tinha estado velada por sua carne, mas nesse episódio passou seu brilho por ela e Pedro jamais se esqueceu. Foi para ele, e poderia ser para nós, um baluarte de fé. Jesus era realmente o filho glorioso de Deus. Ninguém se compara a ele. Buda não se transfigurou; Maomé não ressuscitou; Confúcio não subiu aos céus. Todo homem deve ouvir a Jesus; ele é sobre todos!

Paulo, mais tarde, escreveu: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória” (2 Coríntios 3:18). O alvo do cristianismo é transformar o cristão na imagem gloriosa de Jesus Cristo. Ao contemplarmos Jesus por meio de sua palavra e à medida que Cristo vive em nós, começamos a demonstrar a vida, o caráter e a natureza do Cristo que habita em nós. A luz fulgurante de Cristo habitando em nós fará com que os homens glorifiquem ao Pai nos céus (Mateus 5:16). Que nós também sejamos transfigurados por Jesus. (Gary Fisher). (Mnatheus 17, 1-9 | Mc 9, 2-10 | Lc 9, 28-36) - E aconteceu, porém que, seis dias (cerca de oito dias) depois destas palavras, Jesus tomou Pedro, Tiago e João, seu irmão, e (tendo tomado Pedro, João e Tiago) conduziu-os e subiu a um alto monte, consigo, a sós, para orar. E enquanto ele orava, a aparência do seu rosto tornou-se outra e a sua roupa, branca, refulgente: Ele transfigurou-se diante deles e o seu rosto resplandeceu como o sol; e as suas roupas, porém, tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, como a luz, como nenhum lavadeiro sobre a terra as pode tornar tão brancas.

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias (Elias com Moisés), e estavam a falar com Jesus (com ele): dois varões falavam com ele, que eram Moisés e Elias, os quais, tendo aparecido em glória, falavam da saída dele, que estava para cumprir-se em Jerusalém. Pedro, porém, e os que estavam com ele estavam acabrunhados pelo sono. Despertando, porém, viram a sua glória e os dois varões que estavam de pé com ele. E aconteceu que, quando se afastavam dele, Pedro, porém, respondendo, disse (diz) a Jesus: «Rabbi (Chefe), Senhor, é bom nós estarmos aqui; e façamos três tendas! “Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias»; não sabendo o que dizia. (Pois não sabia que responder, porque estavam atemorizados.) E ainda ele falava, dizendo, porém, ele estas coisas, eis que se fez uma nuvem luminosa e cobriu (cobria)-os (cobrindo-os); e atemorizaram-se, porém, entrando eles na nuvem. E eis que da nuvem se fez uma voz, dizendo: «Este é o meu Filho amado, o eleito, no qual me agradei. Ouvi-o». E os discípulos, ouvindo, caíram com a sua face por terra e tiveram grande medo.

E, tendo soado aquela voz, Jesus encontrou-se só. E Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais!» Erguendo, porém, os seus olhos, e, de repente, tendo olhado em redor, não viram mais ninguém, senão (mas) o próprio Jesus só com eles. E enquanto eles desciam do monte, Jesus ordenou-lhes que a ninguém narrassem o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos, dizendo: «A ninguém digais a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos!» E eles calaram-se e não disseram a ninguém, naqueles dias, nada do que tinham visto. E guardaram a palavra consigo, perguntando uns aos outros, o que é o «ressuscitar dos mortos» (wikipedia). Muitos temem o seu mistério e não sabem que o processo é indolor seja qual for à causa da morte, conforme ela se aproxima o organismo sofre alterações químicas irreversíveis, mesmo nas causadas por acidentes ou doenças fatais. O
organismo sofre tida espécie de reflexos físicos, mas a mente já está anestesiada. Morte não é doença, nem ferimento, corresponde ao fenômeno da separação do Espírito do corpo físico já inerte. Saliente-se que as funções do corpo se extinguem, mas as do espírito continuam, a diferença primordial é que o Espírito já se despojou da carne, enquanto a alma não, visto que a alma na realidade é o Espírito encarnado.

Quando se aproxima o momento da morte o ser humano não sente dor, pois já começa o processo da saída para outro mundo. Afirmam os tanatólogos que existe uma espécie de agonia, mas essa agonia nada mais é que o movimento involuntário dos músculos, o desprendimento do Perispírito começa nesta etapa. Uma sensação de paz toma conta do espírito, pois se sente como se estivesse voltando a sua casa de origem. Sente-se um torpor, cessam as dores agudas e uma grande alegria interior toma conta do espírito. Aos poucos o mundo material torna-se enevoado e o mundo espiritual começa a emergir das sombras, o ser está vivo, porém vendo - com os olhos do espírito - divisando o novo mundo e o plano material ficando para trás. Tudo que é vivo e material torna-se vago como sombras, as cores ficam menos brilhantes e se olhar para os Céus nesse momento, poderá ver uma leve coloração vermelha ou dourada, a visão material começa a se desfazer cintilando o mundo espiritual. Os desencarnados tornam-se visíveis ao redor do moribundo, eles estão ali em auxílio é uma equipe espiritual normalmente formada por parentes e amigos e socorristas do plano espiritual desencarnados muito antes.

Só quem não goza deste privilégio são os espíritos de suicidas, pois foram de encontro as Leis de Deus tirando a própria vida. Os socorristas espirituais vêm como auxiliares no desfazer dos laços do espírito com o corpo físico. O suicida sofre muito mais para se libertar do corpo fica em estado de perturbação total. Sofre, mas terá que ser tratado no mundo espiritual, ou antes, passar pelo Umbral como aconteceu com o Espírito de André Luiz. O cérebro é o último órgão a morrer, mas a mente não morre. Não raro, no desligamento existem variações podendo ser lento ou progressivo. Em doenças longas os laços podem ser desfeitos lentamente durante dias e até semanas. Quando o cordão de prata se rompe se completa o processo de morte. Sobre o cadáver a nuvem de energia do Perispírito pode pairar por uns três dias depois se dissipa. O Perispírito ainda sente por certo tempo a energia de seu antigo corpo pela atração magnética e pode ainda estar ligado a ele.

O Perispírito flutua sobre o corpo no seu próprio velório e enterro e depois pode flutuar sobre a laje do cemitério. Ele vê e ouve embora confuso, mais por ser semimaterial e sutil não conseguimos vê-lo ou senti-lo. O sofrimento dos familiares, as dores, as saudades, as lágrimas, os choros perturbam o Espírito, ele sente as dores dos familiares quer voltar, mas não pode. Existe um detalhe de que o espírito costuma sentir por três dias tudo o que acontece a seu corpo morto, sente o encaixotamento, sente falta de ar, intenso calor no caso de cremação. Francisco Cândido de Paula Xavier afirmava que o sepultamente deveria ser após 72 horas. O Espírito pode adormecer por horas, dias, meses e até anos, mas depois voltará à atividade espiritual. Se as pessoas não acreditam ou não crêem na vida após a morte podem ficar envolta em densa neblina como estivessem em pesadelos para depois “reconhecer” que penetrou na esfera espiritual e depois através da luz penetrar na névoa densa. A morte para os espíritos chega a ser aprazível é como um retorno ao lar depois de uma jornada perigosa. Os Espíritos mais evoluídos podem ser dispensados destas ocorrências confusas depois da morte. Por isso, a importância de se praticar o bem e a caridade sempre são benéficos aos espíritos. Pensem Nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE

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