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A
figura feminina, ser cheio de mistérios, segredos e ocultações.
Em sua alma pulsa a sensibilidade, a emoção, a receptividade.
A mulher, ser que conforta e protege, alimenta e nutre. Em todos
os seres da natureza encontramos sua representação, que nos
fornece proteção, aconchego e segurança. Ela é a mulher, que
já dentro de seu ventre fornece ao seu protegido, segurança,
carinho e consolo; e mesmo após o nascimento do ser em questão,
continua a protegê-lo, com o leite materno, com o calor de seus
braços, com afago de mãe! A
lua dentro da astrologia é o ser celeste que mais bem simboliza
a feminilidade. É aquela que ilumina nossas noites, inspira
os poetas e instiga os apaixonados. A lua, no estudo astrológico,
é o nosso ponto de apoio, proteção. É o local para onde corremos
quando nos sentimos indefesos e desprotegidos, com simplesmente
vontade de chorar. É
curioso nossa ligação com a figura feminina. Ela começa, como
já citado, no ventre da mãe. Na infância, no processo de aprendizado
e descobrimento, é a mãe que se faz presente, nos levantando
das quedas dos primeiros passos, nos colocando no colo quando
choramos, conduzindo-nos aos seus seios quando famintos.
E também, nos aplaudindo a cada acerto e a cada ato bonito.
É a partir daí que muitos de nós, ou talvez todos, começamos
com o processo de dependência do ser feminino, com a necessidade
de aprovação - aqueles aplausos dos primeiros passos, e das
primeiras sílabas soltas ao ar. Crescemos,
nos tornamos adultos, mas parece que aquela figura permanece
sempre ali, se fazendo presente nos recônditos de nossa alma.
Aquela vontade de correr para os braços de nossa mãe, chorar,
chorar, e agarrar no sono, sabendo que ali se encontra a proteção.
Quando
casamos, acabamos por procurar na figura amada um espelho, um
espelho daquela que representa proteção, carinho e conforto.
Alguns procuram uma figura que lhes de ordens, que lhes indique
o caminho, que os guie. Outros preferem não sair da casa da
mãe, imaginando que ali estarão seguros... Enganam-se! Acabam
por se tornarem indefesos, filhotes que sempre necessitam de
proteção. Aprender
o momento de cortar o cordão umbilical e expressar sua individualidade
é fundamental para criar e fortalecer a responsabilidade pelos
seus atos e seu destino. É importante está ligado a esse processo,
pois um dia esse corte será feito, e quanto mais demorado, mais
difícil se torna! Fábio
Silva |
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