Aos leitores, astrólogos, numerólogos, terapeutas, ...
George F. Jorge e Márcia Bernardo

É impressionante como na atualidade apesar de tanta informação disponível, alguns absurdos ainda acontecem por pura falta de conhecimento. Como colunistas, temos a obrigação de nos manifestarmos todas as vezes que algum acontecimento ou opinião infundada ocorra na área astrológica e afins.

Publicamos na última semana a carta-protesto da astróloga Celisa Beranger, do Rio de Janeiro, à Revista Veja, como uma forma de reforçar o descaso e o desconhecimento em relação à Astrologia. No ano de 2000 informamos em nossa coluna sobre uma reunião, que contou com a participação de um desses colunistas, promovida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), visando à elaboração de uma nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO - que é a obra de referência para classificar e atualizar os empregos do mercado de trabalho brasileiro.

Na primeira etapa, foram chamados Astrólogos e Adivinhos com experiência profissional de no mínimo 5 anos. Foram discutidos, entre os profissionais de cada área, os métodos e o tipo de material que cada um utiliza em seu trabalho, a necessidade de estudos ou não, o ambiente apropriado, entre outros. Houve a separação de Astrólogos e Numerólogos dos Adivinhos. No caso, a Astrologia e a Numerologia, embora partindo de fundamentos diferentes, estão próximas no estudo, pois utilizam como recurso de trabalho programas específicos para cálculos, impressos, tabelas planetárias, técnicas de interpretação dos mapas, etc., sendo que na Família Ocupacional dos Adivinhos foi constatada a utilização de dons paranormais que não requerem material, regras ou técnicas.

Vista pelo lado prático, estamos informando àqueles que já atuam ou que têm pretensões em se tornarem profissionais das áreas ditas "esotéricas", que é possível ter o seu próprio carnê de contribuição da previdência, declarar seus rendimentos e se aposentar como qualquer outro profissional. Acreditamos que essas medidas sejam o começo para a regulamentação da profissão. Existem Associações, Sindicatos e Conselhos na área da Astrologia, Numerologia e Terapias Alternativas. Portanto leitor, se você busca um profissional qualificado certifique-se de seu conhecimento, formação, atuação, certificado.

O nosso objetivo aqui é deixar claro que, para ser um profissional dessas áreas, é necessário também uma formação, um estudo, ambulatórios e prática como qualquer outra profissão já regulamentada. Está na hora de parar com tantas linhas escritas com o objetivo de desprestigiar aqueles que trabalham com seriedade e profundidade! Como em qualquer outra atividade, existem "profissionais e profissionais".

O astrônomo Halley, descobridor do cometa, criticava a Astrologia e consta que certo dia, Newton contestou-o dizendo: "eu a estudei, o senhor não".

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