Bezerra de Menezes
Opinião
sobre a Obra "Os quatro Evangelhos"
Houve uma época em que
levantou-se dúvida sobre se Doutor Bezerra de Menezes teria
mantido sua opinião favorável à obra "Os
Quatro Evangelhos", de João Baptista Roustaing, depois
de desencarnado.
Em sua obra "Ponte Evangélica",
de 1984, nosso amigo Jorge Damas publicou um caso que trouxe luz definitiva
sobre o tema (pág.36-46). Confira:
"No dia 18 de fevereiro
de 1891 fundou Dr. Bezerra de Menezes o Grupo Espírita Regeneração,
com o objetivo da "prática da caridade cristã e
a propaganda da Doutrina Espírita, dentro dos moldes da legítima
fraternidade e da máxima tolerância...". Sua idéia
inicial era de que este Grupo se corporificasse dentro da Federação
Espírita Brasileira, onde fora fundado, para que, mais tarde,
se constituísse estatutariamente e marchasse independentemente.
Desde suas primeiras reuniões,
o Dr. Bezerra de Menezes instituiu o estudo baseado nos "ensinamentos
do Evangelho, de Nosso Senhor Jesus Cristo, nas instruções
da codificação de Allan Kardec, na Revelação
da Revelação de J.-B. Roustaing.
Após a desencarnação
do Dr. Bezerra de Menezes, em 11 de abril de 1900, o Regeneração
continuou o trabalho, implantado por seu fundador. Enquanto isto,
alguns adversários de Roustaing divulgavam, entusiasticamente,
que o "Kardec Brasileiro" havia reconhecido o seu "engano"
em adotar o estudo sistemático, Kardec-Roustaing, encontrando
a "verdade definitiva" somente em Kardec.
Em 1952, o Dr. Alcides de Castro,
grande continuador de Bezerra de Menezes, no Regeneração,
sentiu a necessidade de organizar um estatuto. Recorreu a Chico Xavier,
a fim de obter uma orientação espiritual, que viesse
ao encontro do seu objetivo. Bezerra de Menezes, então, se
manifestou afirmando que ditaria todo o estatuto, através da
mediunidade segura do então presidente do Grupo, Dr. Alcides.
Preparou-se, assim, o nosso Alcides
para a tarefa de tão grande responsabilidade. Quando terminou,
levou o trabalho a Chico Xavier, através de quem obteve reconhecimento
da espiritualidade, quando à autenticidade do estatuto, ditado
por Bezerra de Menezes. Para sua surpresa, o próprio Bezerra
de Menezes, através do lápis missionário de Chico
Xavier, subscreveu o estatuto, sendo acompanhado por outras entidades,
amigas do Grupo, que da mesma forma se manifestaram participando da
festa espiritual da independência do "Regeneração".
(...) logo na primeira página
do estatuto, Bezerra de Menezes (desencarnado) recomenda o estudo
obrigatório, interno e publicamente, da obra "Revelação
da Revelação", de J.-B. Roustaing ..."
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