Bezerra de Menezes
Perguntas e
Respostas
Espíritos
puros (como Jesus) ou até espíritos superiores (como
Bezerra) sofrem a dor como nós?
<Nilton
José> Responderemos de acordo com um Guia de nossa Casa,
que nos disse o seguinte : "Muitos dirão, tentando padronizar
as reencarnações:
‘E
essas almas não passam mais por provações terrenas?’
Responderemos que essas almas não precisam mais passar por
provações terrenas. Passarão todas as vezes que
reencarnarem, mas não provações que as façam
evoluir, senão que as façam aumentar seus créditos
espirituais, por força do amor que eles vêm desenvolver
nas outras criaturas. Assim, quando indagados sobre as razões
porque Bezerra de Menezes teria reencarnado, e outro de igual estirpe,
direis: ‘Porque muito amou àqueles a quem pretendeu auxiliar!’.
A alma
virtuosa é mais sensível por ser mais adiantado seu
grau de evolução. Seu sofrimento é mais de ordem
moral, tendo em vista que vêem a ignorância do homem sendo
a causadora das dores na própria sociedade.
Se não
é aconselhado a médiuns receber qualquer tipo de gratificação
material, como se explica o fato de Dr. Bezerra sair de casa sem nada
ter na dispensa e, ao voltar, ser chamado a atenção
por sua esposa pelo excesso de provisão enviada a sua casa
por terceiros?
<NJ>
Atentemos para o fato de que, neste caso, Bezerra de Menezes não
era o médium, e sim o médico, homem, com suas necessidades
de ser encarnado, mas não distanciado da sua ação
de Espírito que, compreendendo as vicissitudes de seus irmãos
reencarnados, oferecia a todos o melhor de si mesmo, para que pudesse
continuar sua tarefa de exemplificar a ação no bem,
animar os desvalidos, continuava tendo a assistência de seus
guias espirituais que o supriam das provisões necessárias,
tirando-lhe, assim, preocupações maiores com o dia-a-dia.
Essas
provisões lhe chegaram à semelhança daquela situação
que vivenciou como jovem estudante de medicina, necessitando pagar
o aluguel do quarto em que vivia, a matrícula da faculdade
e estando sem qualquer numerário, lhe vê chegar à
porta um estudante que lhe pede aulas particulares de matemática,
pagando adiantadamente. E, como se sabe, das narrativas de seus biógrafos,
este estudante jamais se apresentou para as aulas : fora o recurso
utilizado pela espiritualidade amiga, no amparo ao servidor do bem.
O fato
de Bezerra de Menezes preferir permanecer junto a nós na Terra,
nos auxiliando, significa que Bezerra se compadece mais da nossa dor
do que outros espíritos, também superiores, que seguiram
normalmente o seu caminho? É mais méritos para Bezerra?
<NJ>
Não, significa que esta foi uma opção sua. Ele
faz com que aumentem seus créditos espirituais por força
do amor que ele vem desenvolver nas outras criaturas.
Sabemos
da confiança de Dr. Bezerra na Virgem Santíssima. Essa
devoção não encaminha os espíritas a serem
também devotos de tantos outros santos, uma vez que virgem
santíssima é um termo católico?
<NJ>
Lembre-se: Bezerra de Menezes tem sua origem religiosa dentro da confissão
católica, como lhe foi passado pelo seus pais. O seu respeito
a esse Espírito superior que é Maria, é que o
fazia manter esta referência como os nossos irmãos católicos.
A doutrina
Espírita em nossas vidas nos esclarece sobre o valor de cada
uma dessas almas superiores e nós, por efeito dessa mesma superioridade,
mantemos a mesma posição de respeito que eles nos merecem.
Assim, dizermos "Virgem Santíssima" é mais
uma referência de tratamento do que propriamente avaliarmos
a questão da virgindade ou não de Maria. Até
para com os Espíritos Guias, com os quais mantemos contato,
usamos de termos como: "Irmão", "Senhor",
mostrando este respeito e reconhecimento do padrão moral de
cada um deles em relação a nós.
A História
nos mostra a vida de espíritos missionários cercadas
de dores e sofrimentos. Isto mostra que só atingimos o progresso
pela dor? Existe a possibilidade de se seguir um caminho reto, sem
necessidade do sofrimento?
<NJ>
Nos diz o "Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XVII,
item 7: "A igualdade em face da dor é uma sublime providência
de Deus, que quer que todos os Seus filhos, instruídos pela
experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância
dos seus efeitos."
O fato
de vivenciarmos a dor no processo do nosso crescimento espiritual
é decorrente do fato de que o progresso não se faz em
"saltos". Caminhamos, passo a passo, absorvendo toda a verdade
que comporta o mundo no qual estejamos reencarnados. A dor é
um instrumento que a Lei de Deus se utiliza para colocar o Espírito
recalcitrante no caminho do bem.
Alguns
livros relatam que Bezerra foi autorizado a ficar na Terra por mais
50 anos. Algum comentário sobre este fato?
<NJ>
O que é do nosso conhecimento é que, numa comemoração
de 50 anos de desencarne de Bezerra de Menezes, no plano Espiritual,
ele recebe, de uma enviada de Maria, um convite de ascender a instâncias
superiores deste mundo. Ele agradece o convite e suplica permanecer
um pouco mais junto aos irmãos sofredores da Terra, o qual
foi deferido o seu pedido, por tempo indeterminado.
Desconhecemos
qualquer obra que dissesse que ele permaneceria mais 50 anos no orbe
da Terra.
Falando
sobre dor: muitos alegam que os espíritas são frios
por não se compadecerem com a dor alheia, usando a lei de ação
e reação como argumento. O que você tem a argumentar
sobre essa afirmação?
<NJ>
Estamos vendo uma certa incoerência nesta afirmação,
tendo em vista que a nossa conversa, através de todo um trabalho
tendo a Doutrina Espírita como suporte, visa mostrar que a
compreensão da dor é muito grande, levando os espíritas
a agirem com entendimento, resignação e equilíbrio,
ante os momentos de dor. O que parece ser frieza, leia-se, é
a compreensão da dor nas nossas existências.
Por
força dessa mesma compreensão vê-se que a dor
no Espírita é menos "barulhenta", não
há "gritos" e, dessa forma, havendo uma transformação
interior, esse mesmo homem consegue passar por estes momentos difíceis,
crescendo, elevando-se, pois sabe que as recompensas para o Espírito
existirão, na vida fora da matéria, pois esta é
a promessa Divina: É na vida futura que teremos nossas recompensas.
A Lei é de justiça, porém, sobretudo, de Educação
e Amor.
O que
você diria, usando argumentos baseados na Doutrina Espírita,
para consolar uma mãe, ética, incrédula, que
perdeu o seu filho num acidente em que ele, teoricamente, nada tivesse
feito de errado? Existem argumentos consoladores para todas as dores,
até a de duras perdas como a narrada acima?
<NJ>
Sempre existe consolação. Primeiramente, esta mãe
precisa acreditar na imortalidade da alma. Em segundo lugar, que existe
uma Justiça Divina, e que nada acontece sem a permissão
do Pai.
Vamos
dar um exemplo, com a figura de Bezerra de Menezes:
Ele
mesmo diz que, com o conhecimento da Doutrina Espírita, ele
pôde "perder" quatro lindos filhos, amados, sem entrar
em revolta, nem sentir-se lesado pela Divindade. A certeza da existência
da alma, da sua continuidade após a morte, lhe possibilitou
conforto interior e, diante da dor da perda, que é normal para
todas as criaturas, pôde ele apresentar-se no momento de sepultamento
de um de seus filhos com a alma em paz, equilibrado, e mesmo fazer
a prece recomendando aquele Espírito aos Espíritos superiores,
no encaminhamento da nova vida, para aquela alma.
É
preciso que se veja que Deus não quer a nossa perda, mas sim
que aprendamos com as lutas, confiemos na sua justiça e no
seu amor.
Sabemos
da atuação de Bezerra na política e sabemos das
dificuldades de quem se encontra no meio político, querendo
o bem da população, no enfrentamento de interesses pessoais
de determinados grupos. Bezerra conseguiu superar tudo isso e fazer
algo pela população enquanto esteve na vida política?
<Iara
Cordeiro> Quando completados 50 anos de seu desencarne, relatou-nos
Ramiro Gama, em sua obra “Lindos Casos de Bezerra de Menezes”,
que houve no plano espiritual uma festa para o querido seareiro, consta
também que o espírito Chico Xavier, em desdobramento,
participou da referida homenagem. Durante a qual fez entrada no ambiente
o espírito Celina, emissária de Maria de Nazaré,
que convocava Bezerra a alçar-se a planos mais elevados, pois
já cumprira sua tarefa junto ao planeta Terra. Sensibilizado,
Bezerra de Menezes solicita à emissária que leve à
Maria Santíssima um pedido: Desejava permanecer junto à
Terra ainda algum tempo mais, socorrendo aos sofridos, pois, enquanto
houvesse um gemido de dor, ele não conseguiria ser feliz e,
tampouco sentir-se-ia à vontade, sabendo que o sofrimento continuava
entre seus irmãos. Decorrido algum tempo, Celina retornou,
e lhe disse que a Senhora considerou o seu pedido e lhe concedia o
tempo que ele achasse necessário para aqui permanecer. Diante
disso, cremos que a ida de Bezerra para regiões de mais felicidade
está dependendo de nós, de nossas transformações,
para que, assumindo as nossas próprias tarefas de colaborar
na construção de um mundo de paz, o libertemos definitivamente.
Fazem
idéia de quando, mais ou menos, Bezerra de Menezes começou
a trabalhar na doutrina do Cristo? Já li um livro em que o
apontam ao tempo dos essênios.
<IC>
Não é conveniente darmos resposta sem base segura, de
nossa parte, não temos informação plena sobre
este fato. Possivelmente, pelo o que traz de conhecimento e identificação
com as ações do Senhor Jesus, o espírito Bezerra
de Menezes conviveu com as idéias do próprio Cristo,
e, naturalmente, agiu como o Senhor o fez. Por informações,
cuja autenticidade buscamos, teria sido Bezerra o evangelista Lucas
que foi médico e que do Cristo só teve conhecimento
dos atos através dos que com Ele conviveram. Sensibilizado
com Aquele grande exemplo, foi também um médico de almas.
Por esse fato, deduzimos que aí estariam as ligações
desse espírito com a Doutrina Cristã. Porém,
pedimos considerar com reservas esta informação, enquanto
não a temos confirmada e tampouco não temos qualquer
revelação dos espíritos sobre isto.
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