MEDICINA
E ESPIRITISMO (Palestra)
Caros irmãos!
A presente palestra tem por objetivo transmitir algumas informações
importantes para as pessoas que têm a doutrina espírita
como uma filosofia de vida ou religião. Em outras palavras, para
os que, a sua maneira, conseguem entender e re-ligarem-se a Deus, nosso
Pai Maior. Julgamos serem informações importantes tendo
em vista que diariamente constata-se um número muito grande de
pessoas adoecendo, se desequilibrando mental e fisicamente, sem perceberem
que estão procurando tratar apenas as conseqüências
(sintomas físicos e mentais) sem chegar nas causas de seus problemas.
Se continuarem persistindo nesta forma de encarar a saúde, é
possível que muitos descubram, quando no retorno ao plano espiritual,
que boa parte dos problemas ainda não terão sido resolvidos.
Assim, presumimos relevante abordar o tema: “O que é
saúde e o que é doença à luz da doutrina
espírita?”
Devido ao fato da medicina ter se especializado tanto, atualmente quando
nos encontramos doentes, procuramos diretamente o médico especialista
daquela área do corpo que está enferma. Passamos a achar
normal falar “sou doente do estômago” ou “meu
coração está com problemas” como se pudéssemos
ter apenas um coração ou um estômago doentes sem
que o todo estivesse em desequilíbrio.
Podemos dizer que doença e saúde se referem ao
estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos
ou partes do corpo. Na medicina homeopática se fala
em doentes e não em doenças. É o ser humano num
todo que adoece, que se desequilibra e apresenta sintomas.
Da mesma forma não podemos dizer que apenas o corpo ou apenas
a mente está doente. O corpo físico nunca está
só doente ou só saudável, já que nele se
expressam realmente as informações da consciência.
Isto significa que o corpo serve como um sinal de alerta para expressar
que o espírito está num nível de desequilíbrio
exagerado. Certas manifestações ocorrem com relativa facilidade
devido às predisposições que o indivíduo
trouxe consigo. Dizemos que cada um adoece no que pode e não
no que deseja. Assim, o corpo de um ser humano vivo deve seu
funcionamento ao espírito que o habita. É o espírito
que se sensibiliza num primeiro momento, sem que muitas vezes apresente
sinais de estar desequilibrado. Conforme a sensibilidade da pessoa,
uma pequena contrariedade já transmite imediatamente sinais ao
corpo físico que se desorganiza e adoece. Por exemplo: Uma pessoa
ouve algo que não gosta logo após o almoço. Como
tem uma sensibilidade gástrica, acaba prejudicando a sua digestão
e vomitando horas mais tarde. Buscamos como explicação
no alimento que estaria estragado ou no fato de ter comido muita quantidade
de comida, mas não percebemos a desarmonia espiritual ou emocional
que pode ter predisposto a má digestão e conseqüente
aparecimento de sintomas.
Quando as várias funções corporais se desenvolvem
em conjunto dentro de uma harmonia, ele (ser humano) se encontra num
estado que denominamos de saúde. Este conceito considera um equilíbrio
de mente e corpo. Para falar em saúde integral, precisamos
entender a harmonia compreendendo corpo, mente e espírito. Levando
em conta que nosso espírito ainda carece de um maior equilíbrio,
no estágio evolutivo em que nos encontramos, não podemos
dizer que temos uma saúde perfeita. Isto é uma expectativa
para futuras encarnações. Se uma função
falha, ela compromete a harmonia do todo e então falamos que
ele (ser humano) se encontra num estado de doença. A doença
é a perda relativa da harmonia. Em termos físicos
dizemos que a doença se manifesta por um desequilíbrio
bioquímico ou celular. Até a “saúde”
pode ser afetada por uma variação climática, mas
normalmente não estamos acostumados a associar o sintoma físico
ou emocional com algo mais sutil.
Esta perturbação da harmonia acontece ao nível
de consciência, que é a parte espiritual do ser, enquanto
o corpo é a forma de apresentação desta desarmonia.
Precisamos estar atentos ao menor sinal de desarmonia nos nossos sentimentos,
pois é a primeira indicação de que algo está
ocorrendo na esfera do espírito, sede dos nossos sentimentos.
O nosso “não consciente” envia mensagens
ao nosso “consciente”, sob a forma de tensões ou
sofrimentos físicos e emocionais. Procurando “silenciar”
esta tentativa de comunicação, utilizamos medicamentos
para acabar com os sintomas, sem perceber o que gerou os mesmos.
Principalmente na filosofia oriental, se aceita com mais facilidade
que o corpo identifica, através de cada tipo de desarmonia, exatamente
a causa para aquele distúrbio. No mundo em que vivemos, estamos
eternamente correndo, procurando nos livrar de tudo aquilo que consideramos
dispensáveis. Afinal, o que é a dor? Não é
algo que apenas serve para atrapalhar? Por que ela apareceu? Não
sabemos, nem temos interesse em saber. Somente queremos que ela suma
o mais rápido possível, pois com isso poderemos voltar
a realizar tudo aquilo que gostamos, mas estava nos desequilibrando.
Se o medicamento não fizer o sintoma desaparecer em segundos,
não é bom. Se o médico não acertar o remédio
de primeira também não é bom. Às vezes,
bom mesmo, no pensamento de alguns, é consultar o balconista
da farmácia da esquina, que acertou com o nosso vizinho ao indicar
aquele antibiótico de última geração, bem
caro, mas que funciona.Ou quem sabe aquele antiinflamatório,
que pode provocar diversos efeitos colaterais, mas que deu uma resposta
rápida para o nosso parente. E assim, continuamos indo de infecção
em infecção, de inflamação em inflamação,
até que sintomas mais graves apareçam.
Para se dar conta de onde está situada a causa inicial,
médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber
o que é visível na luz, mas também identificar
o que está escondido na sombra. O que quer dizer isto?
Quer dizer que nem sempre apenas o que aparece é a causa do problema.
Não estou dizendo que precisamos pensar sempre nas exceções.
Geralmente, quando se analisa a história de um paciente, observam-se
as situações físicas que podem estar atuando como
agentes desencadeadores do problema. É importante também
pensar o que está por trás desta forma de desequilíbrio
orgânico. Perceber como estávamos até recebermos
uma certa notícia e observar como reagimos emocionalmente. Que
sentimentos adormecidos surgiram naquele momento? Como isto afetou meu
equilíbrio?
Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber
onde está a causa inicial? Médicos porque têm o
papel de orientar. Se não souberem a causa, irão
tratar apenas a conseqüência. Pacientes porque são
os principais interessados e responsáveis por sua cura. Estamos
assim há quanto tempo? Continuaremos desta forma por quanto tempo
ainda? Se o paciente não se interessa, deixando apenas na mão
do médico para encontrar a causa do problema, tem grande chance
de que consiga excelentes resultados transitórios, porém
não um equilíbrio duradouro. Vamos entender melhor isto
após comentarmos sobre o perispírito. Talvez algumas pessoas
ainda não saibam bem o que é perispírito.
Sabemos todos que o perispírito: É preexistente e sobrevivente
à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo
físico e as impressões do corpo físico ao espírito.
Consideramos o perispírito como o intermediário entre
o corpo físico e o espírito. Assim, quando desencarnamos,
carregamos conosco, em nosso perispírito, todas as informações
a respeito do equilíbrio ou desequilíbrio que estamos
vivenciando naquele momento e todas as impressões, positivas
ou negativas, que tivemos ao longo da existência.
Sabemos também que o envoltório carnal se modela
e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual.
O perispírito serve de molde para a formação
do corpo físico, e também se ajusta às modificações
que vão ocorrendo no corpo físico, trazendo alterações
transitórias ao mesmo. Tudo aquilo que fazemos, quando beneficiamos
ou prejudicamos outras pessoas tem repercussão em nosso ser.
Temos consciência de que as qualidades ou defeitos, faltas,
abusos e vícios de existências passadas registrados no
perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades
e moléstias. Quando insistimos em certos tipos de comportamento
ou em atitudes inadequadas, acabamos por gerar em nosso perispírito
lesões, que irão se manifestar mais cedo ou mais tarde
como disfunções físicas ou emocionais. Alguns hábitos
como ingerir bebidas alcoólicas (com freqüência excessiva
ou mesmo eventualmente em quantidade excessiva), comer em demasia, fumar,
utilizar drogas como maconha, crack, cocaína, ou utilizar alucinógenos,
acaba prejudicando o corpo físico. Como conseqüência,
conforme o tempo de permanência do hábito, a programação
espiritual que o próprio espírito havia traçado
para si pode começar a sofrer mudanças, comprometendo
a sua caminhada, já que ele terá, mais cedo ou mais tarde,
que recuperar-se destes comportamentos inadequados.
Quando vamos repetindo escolhas que podem até trazer uma certa
alegria num primeiro momento, mas em seguida geram desânimo, tristeza,
melancolia pelas conseqüências negativas que muitas vezes
estão associadas a estes eventos, estes sentimentos negativos
vão interferindo na nossa auto-estima. Como conseqüência,
alterações bioquímicas vão surgindo, interferindo
na produção de neurotransmissores, alguns deles responsáveis
pelo nosso estado de ânimo. Ocorre que, conforme estiverem os
registros em nosso perispírito no momento de nosso desencarne,
estaremos levando conosco os mesmos, os quais, por sua vez, estão
associados aos quadros emocional e físico deste período.
Desta forma, observamos que atualmente inúmeras almas
já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes
psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente
inicial desta enfermidade é a falta de auto-amor. Devido
a esta dificuldade em gostar de si mesmo, acabamos mantendo desarmonias
psicológicas que continuarão a se manifestar na próxima
encarnação. É necessário começarmos
agora mesmo a busca de uma transformação. Não
devemos esperar confiantes pela morte, achando que ela apagará
tudo. O que deixamos de fazer numa existência, precisamos terminar
em outra. Desta forma, conforme abordamos anteriormente, os vícios,
os hábitos, os temperamentos, todos precisam de educação
e disciplina. O ato de amar a si mesmo ainda é uma lição
que todos temos de aprender. Muitas reencarnações têm
por objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar
a alegria de sentir-se em paz. Uma conseqüência da falta
do auto-amor é a depressão.
Mas uma pergunta se faz necessária neste momento. O que
é depressão? Como se pode conceituá-la à
luz do conhecimento espírita?
Podemos começar dizendo que depressão é
cansaço de viver, é não aceitar a vida como ela
é. Temos uma tendência a nos desanimarmos quando
os obstáculos surgem a nossa frente. Como dissemos anteriormente,
devido ao “hábito” de termos este tipo de reação
diante das dificuldades, encarnação após encarnação,
acabamos desencarnando com as modificações bioquímicas
que surgem em conseqüência a este tipo de pensamento e levamos
esta informação gravada em nosso perispírito para
a próxima existência. Por isto podemos observar crianças
que apresentam desânimo quando enfrentam uma dificuldade na escola
ou problemas de relacionamento com os amigos. A depressão
é a “doença prisão” que cassa a liberdade
da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.
É uma prisão porque enquanto a pessoa se deixa dominar
pelo sentimento depressivo, não consegue realizar tudo aquilo
a que veio preparada para desempenhar na sua existência. Quando
existe um esforço de superação, ela pode vencer
estas dificuldades, e este esforço será necessário
para superar a energia negativa que deixou ir acumulando no seu corpo
perispiritual nas inúmeras oportunidades que teve em vidas anteriores.
Quando a depressão se manifesta, é como se houvesse uma
intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças
inadiáveis. A pessoa que enfrenta este tipo de prova
deve estar consciente de que tem o amparo da providência divina
e procurar perceber em si a força e a capacidade de superar as
adversidades, lembrando que o Pai Maior não permite que nenhum
de Seus Filhos passe por prova maior que a sua capacidade de vencê-la.
Em tese, depressão é a reação da
alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é,
estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.
É preciso tomar uma atitude, não mais transferindo para
a próxima existência a responsabilidade da mudança.
Buscar o autoconhecimento, com o auxílio de profissionais experientes
como psicólogos e psiquiatras é necessário quando
nos sentimos deprimidos. Embora muitas pessoas não gostem de
medicação, ela pode ser necessária, mas não
deve ser tomada de forma isolada sem o auxilio da terapia, pois a utilização
pura e simples de medicamento resolve o problema desta vida, mas empurra
para a próxima à solução definitiva do mesmo.
Assim, evite ficar remoendo pensamentos e tentando achar sozinho o caminho
para o equilíbrio. Deixe o orgulho de lado e aceitem o auxilio
que lhes é oferecido.
Lembramos daquele conto, em que um homem está em sua residência
e alguns bombeiros vêm avisar que a área será inundada
devido as fortes chuvas, convidando-o a se retirar. Ele se recusa dizendo
que Deus o protegerá. Mais tarde quando a água começa
a bater na entrada da sua porta eles voltam e oferecem novamente ajuda,
a qual ele recusa dizendo que confia na proteção divina.
Quando a água já está quase chegando no telhado,
os mesmos bombeiros aparecem novamente de barco insistindo para que
ele os acompanhe. Outra vez ele afirma que Deus não irá
permitir que nada de mal lhe ocorra e que irá permanecer na casa
pois precisa tomar conta de seus pertences. O nível de água
aumenta e ele acaba morrendo. Chegando no céu encontra-se com
Deus e questiona: ”Por que o Senhor não me salvou? Eu sempre
acreditei no seu auxílio?” Deus então responde:”
Mas por três vezes eu te encaminhei meus mensageiros para que
fosses salvo e não atendeste a nenhuma das minhas ofertas”.
Não podemos exigir que as coisas aconteçam da forma como
nós queremos. Precisamos de flexibilidade e humildade.
Para aqueles que gostam de uma receita para ajudar a combater a depressão,
lembramos que no capítulo “Receituário oportuno”
do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira,
Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações
com freqüência:
1. Acreditar que merece a felicidade, assim como todos os seres
humanos (ser feliz é contentar-se com o que se é, sem
que isso signifique estacionar; é o amor a si); Todos
nós merecemos ser felizes. Nós fomos criados destinados
a chegar nos planos superiores. O caminho é de nossa escolha,
o ponto de chegada é o mesmo. Assim, a felicidade é de
merecimento de todos. O desfrutar da felicidade no momento atual é
conseqüência do plantio já feito, o que não
tira o que está previsto no destino de cada um.
2. Parar de encontrar motivos externos para suas dores, encontrando-lhes
as causas íntimas (dentro de cada um está a cura para
todos os seus males); Temos uma tendência a transferir
a responsabilidade de todos os problemas que temos em nossa vida nas
costas dos outros. Ou são os pais os responsáveis por
determinadas dificuldades, ou são os cônjuges que não
nos entendem, ou é o chefe que nos persegue. Enquanto estivermos
sempre procurando uma causa externa, sem nos conscientizarmos que atraímos
para nossa vida as energias de acordo com o que emitimos, continuaremos
a fazer o mesmo por muito tempo. Certa vez atendemos uma paciente que
em todos os locais em que havia passado sempre era “perseguida”.
Como funcionária pública, já tinha sido transferida
inúmeras vezes, sempre a pedido, porque em cada lugar onde entrava
tinha colegas que não gostavam dela e o clima era ruim. No entanto,
até aquele momento não conseguira identificar em si algo
a ser modificado. Os outros é que precisavam mudar. Se algo assim
ocorre, é preciso pensar.
3. Parar de pensar em felicidade para depois da morte e tentar
ser feliz ainda em vida (a felicidade resulta da habilidade de consolidar
o sentido da vida a partir do “olhar de impermanência”).
Muitos espíritas e espiritualistas, com a crença de que
terão outras existências, desistem de procurar perceber
na vida que lhes é oferecida, momentos de felicidade. Sabemos
que a felicidade absoluta nós encontraremos nos mundos superiores.
Isto, porém, não é um fator impeditivo de procurar
viver cada dia como um momento único que nos oferece sempre aprendizados.
Os orientais falam muito na impermanência, ou seja, nada no nosso
plano é permanente. Nosso sofrimento se dá, muitas vezes,
justamente pelo fato que queremos prorrogar certas situações
que já esgotaram o que podiam nos dar de aprendizado. Precisamos
seguir em frente. Mas teimosos, queremos a estabilidade, atingir um
estágio em que continuemos equilibrados. Só que o universo
está sempre em expansão, continuamente mudando, e precisamos
acompanhá-lo para não ficar para trás.
Voltando à depressão, lembramos que é interessante
fazer uma relação entre as emoções
e os chakras. Por que? Porque quando surgem distúrbios
na nossa energia, e os chakras têm o papel de nos fornecer energia,
isto pode afetar a nossa sensibilidade. Quando a consciência
de uma pessoa está desequilibrada, pois a mesma torna visível
e palpável na forma de sintomas físicos ou psicológicos
os seus desequilíbrios, existem desarmonias registradas a nível
perispiritual. É o ser humano que está doente (espírito)
e não o seu corpo físico. Como dissemos anteriormente,
não são os órgãos da pessoa que ficam doentes,
mas a pessoa como um todo. Quando dizemos que a consciência está
desequilibrada, estamos nos referindo ao espírito daquela pessoa
que sofre de alguma perturbação na sua energia. Esta perturbação
pode ser devida a pensamentos negativos ou atitudes indevidas persistentes.
A conseqüência de algum tempo de vibração inadequada,
e este tempo será diferente para cada pessoa, pode ser uma alteração
na informação celular que tem como conseqüência
o desenvolvimento de uma patologia ou doença.
Como os chakras fornecem energia sutil aos diversos órgãos
do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem resultar num fluxo
energético anormal para diversos sistemas fisiológicos.
Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças
de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.
Os chakras captam a energia do universo e a transmite para o corpo todo
através dos meridianos. O tipo de vibração mental
que emitimos pode perturbar a recepção destas energias,
bem como o seu deslocamento ao longo do organismo. Com isto podem surgir
bloqueios energéticos capazes de, gradativamente, gerar alterações
físicas. O stress emocional é um importante fator
no processo de produção de doenças. Os conflitos
emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por
si próprio podem ter efeitos nocivos sobre o funcionamento dos
principais chakras. As pessoas que vivem sob constante stress
têm uma alteração permanente na sua produção
de hormônios, conseqüentemente afetando a sua capacidade
imunológica. É comum encontrarmos pessoas com baixa defesa
orgânica quando vivenciam um stress muito grande, seja ele emocional
ou físico. Também é comum encontrar pessoas que
diante de uma tarefa, gastam muita energia Para conseguir terminá-la
e, quando entram em férias ou tiram alguns dias de descanso,
o sistema imunológico reage e elas ficam doentes naquele momento.
A falta de amor a si ou auto-imagem ruim pode causar bloqueio
no chakra cardíaco, o qual, secundariamente, afeta o funcionamento
do timo, debilitando o sistema imunológico. Também pode
afetar os pulmões contribuindo para as doenças respiratórias.
Ainda não aprendemos a nos amar. Como conseqüência,
esta falta de auto-amor afeta nossa auto-estima, influenciando no nosso
humor, mexendo por fim na nossa saúde. Fomos condicionados, por
muito tempo, que deveríamos amar o próximo, esquecendo
da complementação “como a nós mesmos”.
Assim, conseguimos desenvolver o espírito de solidariedade, de
fraternidade, mas isso não significa necessariamente que o amor
verdadeiro ao nosso próximo tenha sido estimulado. Só
podemos dar aquilo que temos. Como vamos amar o próximo se não
conseguimos amar a nós? Como perdoar alguém se não
perdoamos a mais simples das nossas faltas? Como sermos caridosos com
os outros se não agimos com caridade para conosco? Pensamos que
dizer sim aos outros é amar o próximo. Esquecemos que
quando dizemos sempre sim para os outros uma pessoa está sistematicamente
recebendo um não a sua vontade: nós! Por que sentimos
dificuldade de amar a nós mesmos? Porque ainda temos a tendência
do egoísmo. Assim, muitos talvez, inconscientemente, temam que
ao se amar resvalem no egoísmo, onde com certeza já estagiamos.
Ficamos numa encruzilhada: se nos amarmos, podemos nos tornar egoísta;
se não nos amarmos, não conseguiremos amar o nosso próximo
verdadeiramente. O que fazer? O que Jesus nos ensinou: "Orai e
vigiai". Seguindo este ensinamento, mantendo a fé no amparo
divino, conseguiremos desenvolver o amor ao nosso eu sem nos tornarmos
egoístas, valorizando a herança divina que Deus deixou
dentro de cada um de nós.
A forma inadequada de expressar verbalmente o que sente ou a
não expressão verbal dos sentimentos internos pode interferir
na função do chakra laríngeo. Esta pode ser a causa
de muitos casos de amidalites ou transtornos de tireóide.
Cada chakra está ligado a um conjunto de órgãos,
refletindo nestes órgãos a falta ou excesso de energia
nos chakras. Assim, conforme o tipo de sentimento ou atitude que assumimos,
interferimos mais diretamente num determinado chakra e, por conseqüência,
num conjunto de órgãos. Depressão, baixa energia
vital está relacionada com o primeiro chakra; dificuldades nos
relacionamentos e problemas de ordem sexual têm relação
com o segundo chakra; medo, ansiedade, orgulho são sentimentos
vinculados ao terceiro chakra; aceitação e compaixão
estão mais vinculadas ao quarto chakra; criatividade está
ligada ao quinto chakra; percepção sutil das emoções
liga-se ao sexto chakra enquanto o sétimo chakra é o centro
da espiritualidade.
Nossas doenças são freqüentemente um reflexo
simbólico dos nossos estados internos de intranqüilidade
emocional, bloqueio espiritual e desconforto. Isto sugere que a prescrição
de medicamentos de efeito rápido, que aliviem apenas temporariamente
os sintomas agudos da doença, não é a solução
ideal para minorar os problemas do paciente, dentro de uma perspectiva
reencarnacionista. Precisamos ter em mente que por vezes os
medicamentos são necessários, mas geralmente é
porque não prestamos atenção nos sinais mínimos
que nosso corpo nos dá quando as primeiras alterações
energéticas se fazem sentir. Hoje não nos permitimos identificar
o porquê das dores. A única coisa que pensamos é
que precisamos aliviar as mesmas rapidamente. Já observei muitas
pessoas com cefaléia relacionada ao stress, mas ao invés
de buscar um relaxamento ou meditação, usam continuamente
analgésicos e seguem no seu ritmo alucinado, mantendo o stress
em nível alto. Como conseqüência, anos mais tarde,
terão possibilidade de desenvolver outros distúrbios mais
sérios como hipertensão. A medicina do futuro
deverá ensinar os pacientes a reconhecer os fatores emocionais
e energéticos sutis que podem predispô-los a determinados
estados mórbidos. Terá mais facilidade em detectar disfunções
nos chakras, no corpo emocional, corpo etérico e corpo mental.
Médicos e pacientes terão que se adaptar a estas
mudanças. Os médicos, que ainda apresentam uma visão
mais materialista, irão gradativamente perceber a realidade do
espírito e a necessidade de cuidar também o ser humano
sob este aspecto. Os pacientes precisarão prestar atenção
em si mesmos, o que ainda hoje poucos fazem.
Fala-se muito em hereditariedade. Será que simplesmente
a genética explica por que ficamos doentes se aparentemente
fazemos tudo certo? A hereditariedade existe, mas os registros no perispírito,
das experiências passadas da alma (psíquico, intelectual,
profissional, moral e emocional), determinam a formação
dos órgãos no novo corpo material. A hereditariedade reflete
a aproximação por afinidades vibratórias entre
os membros de uma mesma família. Quando encontramos
numa mesma família, por exemplo, pessoas com tendência
a depressão, podemos dizer que existe realmente um gene que predispõe
a depressão. No entanto, a nível espiritual, eram pessoas
que se afinavam vibratoriamente, por todas apresentarem impresso, ao
nível do perispírito, a mesma tendência a deprimir-se.
Como ocorre então que elas venham a apresentar tal gene? Na
fecundação, o gameta masculino vitorioso está impulsionado
pela energia do perispírito do reencarnante que encontrou nele
os fatores genéticos necessários para a programação
reencarnatória. Os códigos genéticos da hereditariedade,
em consonância com o conteúdo vibratório dos registros,
vão organizando o corpo físico. Ou seja, somos
nós os responsáveis pelo corpo que temos, por todos os
distúrbios de saúde que apresentamos no nosso nascimento.
Deixemos de responsabilizar os pais pelos “genes“ que possam
nos ter transmitido. Se assim o fizeram, foi por nossa necessidade para
continuarmos a caminhada evolutiva. Se não herdei aquela cor
de olhos ou o tipo de cabelo que desejava, ou se herdei uma predisposição
à obesidade ou à magreza, isto foi por minha influência,
pelas informações que trouxe junto a mim.
As enfermidades graves decorrem de faltas passadas e contribuem
para o aprendizado, reparação e restauração
dos atos inadequados, além da elevação da alma.
Se nascermos com um órgão em desarmonia, sem funcionar
na sua plenitude, isto se deve às energias negativas que acumulamos
em nosso corpo perispiritual no passado. Quando agredimos outra pessoa,
ou simplesmente emitimos através do pensamento energias negativas
contra o nosso semelhante, semelhantes energias se acumulam no nosso
perispírito. Se nada fizermos de positivo desde que ocorreu esta
agressão até o nosso desencarne, que possa de certa maneira
eliminar ou amenizar esta energia acumulada, a levaremos conosco. Na
próxima ou numa das próximas encarnações
o corpo físico servirá de “mata-borrão”
a sugar esta energia e purificar nosso perispírito.
Certos acontecimentos e doenças são permitidos
pelo plano espiritual para estimular o espírito a cumprir compromissos
com a sua jornada evolutiva. Nada ocorre por acaso. Sabemos
que Deus não permite que um fio de cabelo caia se não
houver uma necessidade para isto. Assim, se existe a doença
em nossa vida, ela está a nos sinalizar algo. Precisamos aprender
o que o nosso corpo tem a nos dizer. Assim, enfermidades ou acidentes
inesperados, carência afetiva, dificuldades econômicas,
são meios utilizados para despertar da anestesia da ilusão
ou da intoxicação do orgulho, egoísmo, cólera,
etc, a que muitos se submetem. Precisamos ir desfazendo- nos
das nossas imperfeições. Vamos deixar de colocar tudo
na “geladeira” aguardando a próxima encarnação
para melhorar. Vamos parar de fazer o papel de crianças que não
querem crescer, que não querem deixar de brincar, que desejam
simplesmente gozar a vida sem responsabilidades, para começar
a dedicar alguma atenção nas necessidades do espírito.
Vamos deixar de ficar esperando que milagres aconteçam, depois
de insistirmos por anos a fio em condutas que sabemos de antemão
serem equivocadas e com conseqüências desastrosas. Nestes
casos, se caminharmos para períodos de “choro e ranger
de dentes”, não teremos do que nos queixar. Fomos avisados.
E muito.
Tabaco, álcool, drogas, excesso no sexo e na alimentação,
são de livre opção atual, não incursos originalmente
no processo evolutivo de ninguém. Quem a qualquer deles se vincula,
colherá o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou
aguardar solução de emergência.
Temos a tendência a justificar pela hereditariedade os nossos
“desvios de conduta”. Escolhe-se começar a fumar
(precisando perseverança para aprender a engolir fumaça);
escolhe-se começar a beber (precisando superar a barreira do
gosto amargo ou da sensação de queimação
na garganta); escolhe-se abusar na alimentação (para isso
não se precisa esforço, basta apenas a desculpa para os
fatos que ocorrem - come-se demais por estar triste ou por estar alegre;
por conquistar algo que desejava ou por não conquistar; para
comemorar quando começa o namoro ou para esquecer quando rompe
o namoro - enfim, para tudo existe motivo para nos “agraciarmos
com a comida”); escolhe-se abusar do sexo (nossos impulsos ainda
estão presentes na quase totalidade das almas, e quando não
conseguimos perceber a realidade do espírito, concentramos nossa
atenção nos prazeres da carne). A hereditariedade presente
nestes casos tem relação com a nossa vontade. Posso ser
membro de uma família que há dez gerações
tem problemas de alcoolismo. Posso ter o gene pois participo desta “comunidade
espiritual” há muitos séculos, mas EU escolho continuar
nesta caminhada de uso do álcool ou não. O gene não
estimula a beber, o gene sinaliza que a pessoa tem problema com o álcool.
Por que os outros podem beber só um pouco e eu não? Porque
possivelmente eles até o momento não tenham abusado do
uso em alguma encarnação, gerando desequilíbrios
na sua estrutura perispiritual. Pode ser que nunca venham a cometer
ou venham a fazê-lo em outro instante. O importante é prestar
atenção em como eu reajo. Se eu observo que cometo abusos,
se os outros falam que cometo excessos, a melhor alternativa é
não usar.
E a energia vital. Como equilibrá-la? De
um ponto de vista energético, o corpo físico debilitado
oscila numa freqüência diferente daquela quando em estado
saudável. Temos um nível de energia quando estamos
bem e outro nível quando estamos mal.
Quando a pessoa é incapaz de alterar o seu modo energético
para a freqüência adequada, talvez seja necessário
aplicar-lhe certa dose de energia sutil, o que pode fazer com que seus
sistemas bioenergéticos passem a vibrar de forma apropriada.
São os momentos em que precisamos de uma ajuda externa para equilibrar
o meio interno. Quando passamos muito tempo em desequilíbrio,
começamos a apresentar sintomas. O ideal é que consigamos
perceber a alteração na energia antes e começar
a reequilibrá-la o mais cedo possível.
Existem formas de tratamento que interagem também com
a energia do ser humano como a acupuntura, a homeopatia, a antroposofia,
a cromoterapia, os florais, os fatores de auto-organização,
os elixires de pedras preciosas, o passe magnético, a prece,
a água fluída, etc.
Muitas destas formas de
tratamento encontramos nas casas espíritas (passes, água
fluida, cromoterapia, em algumas casas ainda se utiliza a homeopatia
sob a supervisão de médicos homeopatas) e as demais com
os profissionais da área da saúde. No entanto, a medicina
não deve ter como foco apenas o tratamento do corpo, pois desta
forma não obterá a cura, apenas melhora dos sintomas.
Por este motivo, as formas de tratamento relacionadas acima são
importantes de serem utilizadas, mesmo associadas a tratamentos clínicos
convencionais, pois são auxiliares para o re-equilíbrio
do corpo, da mente e do espírito.
Pesquisas realizadas com ajuda de clarividentes sugerem que
as doenças iniciam-se primeiramente no corpo etérico e
em outros veículos de freqüências superiores. Neste
caso os sinais de doenças poderão ser percebidos no corpo
etérico antes que seja possível detectá-los no
corpo físico. Isto vem ao encontro do que o espiritismo
já dizia: as perturbações iniciam com os sentimentos
desequilibrados afetando o perispírito, e posteriormente provocando
alterações na mente e no corpo físico. O
ideal é que se possam detectar as doenças num estágio
suficientemente precoce para que impeça a manifestação
física da doença no nível celular. No
momento em que isto começar a ser feito, muitas doenças
deixarão de ser vistas com tanta freqüência.
A doença é o caminho pelo qual o ser humano pode
seguir rumo à cura. Quanto maior for nossa compreensão,
maior nosso aproveitamento das coisas que nos cercam. O inconsciente
é sábio e dá uma dica do que está afetando
o equilíbrio do todo. Nós é que precisamos aprender
a reconhecer a linguagem da mente e suas influências no corpo.
A cura acontece através da incorporação
daquilo que está faltando e, portanto, ela não é
possível sem uma expansão da consciência. Precisamos
expandir nossa consciência aprendendo a identificar o que os nossos
sentimentos provocam como resposta. Ninguém sente ódio
ou inveja sem uma conseqüência em si mesmo. É preciso
perceber as reações que surgem em nós quando emitimos
estas vibrações.
O desenvolvimento de valores como paciência, humildade,
bondade, perdão, tolerância, caridade e amor, são
características de consciência plenamente desperta, de
unidade perfeita e de perfeito entrosamento de Deus para com o homem.
Este é o caminho da cura. Não conquistaremos
a cura plena sem o desenvolvimento destas qualidades. Até lá,
continuaremos doentes do espírito, com corpos aparentemente saudáveis.
Precisamos nos aproximar do Pai Maior. Ele é o nosso equilíbrio.
Estar com Ele significa estar curado. Lembremos disto todos os dias,
principalmente dentro do lar, com aquele irmão ou irmã
que pode neste momento estar atrapalhando a nossa leitura. Ele ou ela
é apenas um instrumento para nos mostrar que ainda somos imperfeitos,
e que precisamos nos esforçar mais. Chega de deixar para amanhã.
Chega de deixar para a próxima encarnação. Chega
de pensar apenas nos prazeres do corpo. Dediquemos alguns minutos do
dia para meditar, refletir, vibrar a mente positivamente. Passamos horas
na academia, no salão de beleza, no restaurante, nas casas de
massagem, nas discotecas, nos campos de futebol, e reclamamos quando
temos de ir tomar um passe ou fazer o evangelho no lar. Não podemos
alegar que não fomos avisados. Os sinais estão por toda
parte. Apenas nós insistimos em negá-los.
E quais são as responsabilidades de médico e paciente
no processo de cura? Qual é o papel do espiritismo neste processo?
O princípio mais importante para a medicina que trabalha
com as vibrações é o conceito de que os seres humanos
são sistemas dinâmicos de energia que refletem os padrões
evolutivos do crescimento da alma. Embora nossos corpos nem
sempre identifiquem qual o estado de nosso espírito (graças
à bondade divina temos a oportunidade de uma roupagem nova a
cada encarnação, adequada para as lições
que precisamos aprender), ele vibra dentro de um padrão que revela
o quanto já conseguimos evoluir. Determinadas pessoas, com capacidade
intuitiva ou mediúnica mais desenvolvida, conseguem, simplesmente
olhando para outra pessoa, identificar o que se passa no seu interior.
Nós também aprenderemos a fazer isto quando deixarmos
de prestar atenção apenas no nosso umbigo e nos ligarmos
mais com os planos superiores. Lembremos que amar a si mesmo não
significa esquecer do outro. Precisamos crescer em conjunto, aprendendo
a nos valorizar como participantes da criação, com qualidades
em desenvolvimento e defeitos em processo de correção,
e continuar desenvolvendo o amor ao nosso semelhante
O médico não deve ser apenas um agente promotor
da cura, mas também um educador. No entanto, o paciente é
o principal responsável pela sua cura. Se prestarmos
atenção, muitos médicos hoje já executam
este trabalho de orientação com relação
a medidas de higiene, alimentação, exercícios.
Os psiquiatras já fazem a orientação quanto aos
aspectos emocionais. No futuro todos os médicos terão
como parte do seu labor o objetivo de desenvolver e lembrar da importância
da espiritualidade de cada um, o que muitos já estão a
realizar. É muito mais fácil tomar um comprimido
que proporcione um rápido “conserto” do organismo,
do que modificar os hábitos potencialmente insalubres que possam
estar contribuindo para o problema da saúde. Devemos
deixar de esperar apenas que os comprimidos ou o tratamento médico
atuem e começar a utilizar o potencial da nossa mente na busca
do equilíbrio perdido. Precisamos deixar de lado a preguiça
ou a posição de criança que fica emburrada quando
tem de fazer algo que não gosta, e lembrar que, quando a doença
aparece é porque fizemos demais as coisas que gostávamos,
sem pensar nas conseqüências. Tem gente com orientação
para andar mais e comer menos, mas prefere tomar remédio porque
é mais fácil.
Cada ser humano é responsável pela busca do seu
equilíbrio, da sua harmonia. O espiritismo auxilia no tratamento
da consciência humana, lhe apresentando novos valores, educando
o espírito. Com o conhecimento das informações
a respeito do espírito e da vida na espiritualidade, temos a
necessidade de direcionarmos a nossa atenção também
para esta realidade. Somente através da educação
do espírito conseguiremos atingir os planos superiores. O espiritismo,
como o consolador prometido, tem auxiliado inúmeras almas a se
despertarem do torpor de séculos anestesiados pelos prazeres
físicos ou no revide de atos praticados contra a honra ou os
interesses materiais.
Muitos pacientes só adotam hábitos mais saudáveis
após algum acontecimento traumático ou o diagnóstico
de uma doença grave. Infelizmente ainda não aprendemos
as lições que o Evangelho nos transmite. Quando
se diz que precisamos ter fé, que temos o amparo da espiritualidade
maior, isto significa que, mantendo-nos ligados com os planos superiores,
em pensamentos, atos e atitudes, em comportamentos e sentimentos, estaremos
sempre contando com o apoio dos benfeitores espirituais, que contam
conosco para que a mensagem que Jesus trouxe se cumpra em todos os corações.
No entanto, temos a mania de pensarmos que nunca nenhum mal nos acontecerá
porque vamos semanalmente na casa espírita ou fazemos o evangelho
no lar. Ao mesmo tempo descuidamos das necessidades do corpo: nunca
não praticamos nenhum tipo de exercício físico
(porque não gostamos); não dormimos o suficiente para
recuperar as energias (porque achamos que dormir "é perda
de tempo"); abusamos da alimentação dizendo não
ser possível ficar sem um determinado alimento como doces, pães,
chocolates, etc (porque pode estragar ou os outros vão comer);
não conseguimos deixar de beber ou de fumar (porque sem eles
não se consegue ficar calmo), como se tivéssemos nascidos
condenados a sermos dependentes destas substâncias. É muito
comum descobrirmos que éramos capazes deste autocontrole quando
surge um diagnóstico de doença grave ou incurável.
Por que antes não era possível? Somente voltamos os nossos
sentidos ao Pai Maior quando estamos em aperto? Continuamos sempre esperando
que o milagre aconteça, havendo a cura do dia para a noite. E
a nossa parcela de comprometimento com esta recuperação?
O Pai sempre perdoa, mas após ser feita a semeadura, a colheita
é obrigatória.
O médico do futuro combinará o conhecimento científico
e o conhecimento espiritual a fim de promover a cura em todos os níveis.
Esta é uma expectativa. Não consigo pensar em cura do
corpo e da mente sem o equilíbrio do espírito. Como tendemos
a uma evolução, acredito firmemente que venceremos a materialidade
e nos ligaremos mais com os planos superiores. Os médicos apresentarão
uma intuição mais clara, percepção dos miasmas
impressos no campo perispiritual e, conseqüentemente, saberão
orientar o que cada paciente precisará trabalhar naquele momento
quanto aos sentimentos e emoções.
MUITA LUZ, PAZ, HARMONIA
E SAÚDE A TODOS
José Carlos
Pereira Jotz
www.josecarlosjotz.net