Perdoa as
Nossas Dívidas, Assim Como Perdoamos aos Nossos Devedores
Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim
como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos
à espera do benefício para o nosso coração
e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o
compromisso de desculpar os que nos ofendem.
Todos possuímos
a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem
em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas
alheias.
Por isso mesmo Jesus,
em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa
que alguém nos tenha causado.
Se não oferecermos
repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o
descanso para os nossos, pensamentos?
Será justo conservar
todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência
do vizinho?
A paz é também
alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós,
não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos
aos demais.
Quando pedirmos a tolerância
do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar
aos outros com a nossa tolerância.
Auxiliemos sempre.
Se o Senhor pode suportar-nos
e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas
oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente,
a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que
nos cercam.
* * *
Xavier, Francisco Cândido.
Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.