ESTUDANDO O EVANGELHO - MARTINS PERALVA
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Mocidade e Evolução
Quanto aos moços,
de igual modo, exorta-os para que, em todas as
coisas, sejam criteriosos.
Delineamos, anteriormente,
o clima de incertezas em que vivemos,
reafirmando, assim, a Terra, a sua humilde condição de
orbe expiatório e
regenerativo.
De mundo atrasado, onde almas falidas resgatam velhas promissórias,
acrescidas, via de regra, de pesados Juros.
O desajuste universal; o clima saturado de vibrações inferiores;
a tendência
ao negativismo; tudo isso aí se encontra, iniludível e
concreto, convocando os
homens de boa vontade para as alegrias da tarefa nobre, do serviço
edificante.
Façamos, pois, de Jesus, o depositário infalível
de nossas esperanças, o
Guia Real da Humanidade, o Orientador por excelência.
Paulo de Tarso, escrevendo a Tito, orienta-o no sentido da preparação
dos
moços para as tarefas do Evangelho, estimulando-os à conduta
criteriosa "em
todas as coisas.
Para as criaturas experimentadas nos infatigáveis labores de
uma existência
digna, e, de modo particular, para os moços, é oportuna
a exortação do apóstolo.
Os que renascem, agora, enfrentando novas lutas e tarefas, defrontando-se
com um mundo realmente adverso, estão sendo convocados para os
divinos
empreendimentos da evolução, que exigem, de fato, critério
e firmeza.
O campo de trabalho desdobra-se em novas e sublimes atividades,
propulsoras naturais do progresso e do aperfeiçoamento moral
dos povos,
concitando os idealistas aos labores santificantes.
Na luta em prol da evolução, impõe-se o congraçamento
dos valores
espirituais da juventude, à luz dos ensinos do Cristianismo Redivivo.
Faz-se mister, do Oriente ao Ocidente, o conjugamento de todas as energias
morais, a fim de que seja mantido o edifício evangélico,
levantado no solo pales-
tinense à custa de suor, sangue e lágrimas.
É indispensável a preservação das magníficas
conquistas que uma parcela
da Humanidade guarda no sagrado escrínio dos seus mais fecundos
labores.
O momento, pois, é de luta pelo aprimoramento.
A hora é de trabalho.
A evolução é indeclinável imperativo.
"A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos"
- assevera o Mestre.
* * *
A mocidade tem que reservar,
no seu coração, um lugar para a Mensagem
do Cristo.
Tem que se nutrir dessa Mensagem, viver dessa Mensagem, aperfeiçoar-se
em função dessa Mensagem sublime e eterna.
Somente o Evangelho do Senhor tem o poder de renovar o homem que se
desviou, a sociedade que se extraviou, o mundo que perdeu o equilíbrio.
Ele é o fundamento da Ordem e do Progresso.
O Evangelho é Amor - na sua mais elevada expressão.
Amor que unifica e constrói para a Eternidade. Amor que assegura
a
perpetuidade de todos os fenômenos evolutivos.
E o Cristo recomendou, suavemente: "Amai-vos uns aos outros, como
eu vos
amei."
Seríamos reconhecidos por discípulos Seus, pelo amor que
ofertássemos
aos companheiros de romagem.
* * *
Somente o Evangelho aproximará
os homens, porque ele é Caridade.
E a Caridade é mansa e pacífica.
Não humilha.
É paciente.
Não guerreia, porque perdoa setenta vezes sete.
O Cristo, Mestre e Senhor, avisou-nos de que a cada um será dado
na razão
direta das obras praticadas.
Allan Kardec - o Insigne Missionário - recordou a advertência
do Mestre
dos mestres com a legenda sublime: "Fora da caridade não
há salvação."
Somente o Evangelho, sentido e praticado, evitará as lutas, o
morticínio
entre irmãos, porque da árvore do Evangelho vicejam os
sentimentos do Amor e
os frutos do perdão incondicional.
A Boa Nova é o fundamento da evolução e o campo
de trabalho ideal para a
mocidade.
Evolução com a mocidade e mocidade para a evolução.
Quem ama, com o Evangelho - perdoa sempre. Quem perdoa, com o
Evangelho - esquece ofensas. Quem esquece ofensas, sob a inspiração
do
Evangelho - confraterniza com todos.
Quem confraterniza com todos, à sombra acolhedora do Evangelho
-
aplaina dificuldades, remove obstáculoS.
Quem aplaina dificuldades consolida, para a Eternidade, no Tempo e no
Espaço, os fundamentos da evolução com Jesus.
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Livre Arbítrio
Conhecereis a Verdade
e a Verdade vos tornará livre.
O livre arbítrio
é a faculdade que permite ao homem edificar,
conscientemente, o seu próprio destino, possibilitando-lhe a
escolha, na sua
trajetória ascensional, do caminho que desejar.
Limitado a princípio, vai-se expandindo à medida que o
homem cresce em
espiritualidade.
Quanto mais evoluído o ser, mais amplo o seu livre arbítrio,
maior o seu
direito de fazer certas escolhas, no campo da vida, assumindo assim,
a pouco e
pouco, o comando definitivo de sua ascensão.
Livre arbítrio e responsabilidade individual desenvolvem-se,
simultaneamente, no aprendizado humano.
O homem de evolução primária tem o livre arbítrio
limitado, restrito.
Equivale ao sentenciado que a lei pune, sem transigências, submetendo-o
à
reclusão onde melhor convenha aos interesses da lei e da sociedade.
A sociedade e a lei não confiam nele.
O homem de evolução mediana tem sua esfera deliberativa
menos restrita.
Corresponde ao recluso que, submetido à disciplina dos códigos,
recebe dos
códigos certas concessões, geralmente atribuídas
aos que, no cumprimento de
suas penas, demonstram boa vontade e obediência, respeito e compreensão.
O homem evolvido é o ex-sentenciado, o que já se libertou
e corrigiu.
Provas e expiações, disciplinações e corretivos
foram-lhe o caminho para a
libertação definitiva.
Nada mais deve à lei e colabora, na sociedade, para que se restaurem
a
justiça e a fraternidade, a harmonia e o progresso.
É livre para agir, porque discerne o bem do mal, a verdade da
mentira, a luz
da sombra.
Conhecendo a Verdade, a Verdade o fêz livre. De sua atuação
resultam o
trabalho e a prosperidade, o fortalecimento e a segurança das
peças que cons-
tituem, que formam o maquinismo das coletividades.
Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre arbítrio se
harmonizará
plenamente com a Verdade Total, com as deliberações superiores.
Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo,
Mestre e Senhor Nosso.
* * *
Nesse dia, do qual ainda
distamos muito, diremos com o apóstolo da
gentilidade: "Não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive
em mim."
Tal se dará quando tivermos superado as imperfeições.
Quando nos integrarmos, em definitivo, pelo coração e
pela inteligência, nos
preceitos morais e fraternistas do Evangelho.
Sem aquisições elevadas, com base nos ensinos do Celeste
Enviado, a
liberdade nos leva a quedas e fracassos, que redundam, geralmente, em
clamorosos débitos e amargas expiações.
Abusando da força - esmagamos os fracos.
Exorbitando do poder, através da liberdade mal dirigida - oprimimos
OS
humildes.
Utilizando mal a inteligência - confundimos os menos esclarecidos.
Se o livre arbítrio é faculdade que se origina, em princípio,
de aquisições
intelectivas, o coração bem formado contribuirá,
sem dúvida, para que seja ele
exercido segundo os padrões da moral e da fraternidade, garantindo,
no Grande
Porvir, o triunfo do Espírito Imortal.
O livre arbítrio do homem não evoluído é
como um espelho que o lodo das
imperfeições desnatura, por algum tempo.
O livre arbítrio do homem de evolução mediana écomo
uma madrugada que
espera o beijo do Sol.
O livre arbítrio do homem evolvido - do que se libertou da ignorância
- é
como a face tranqüila de um lago, onde se refletem, no esplendor
de sua
radiosidade, os luminosos raios do astro-rei.
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