ESTUDANDO O EVANGELHO - MARTINS PERALVA
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Mocidade e Evangelho
Tu, pois, filho meu, fortifica-te
na graça que está em
Cristo Jesus.
A Boa Nova é a
mensagem de Paz que o Mestre dirige, também, ao coração
da mocidade, convidando-a a colaborar na edificação do
Seu Reino, a contribuir
no esforço de transformação da fisionomia moral
do mundo.
O Evangelho salvará a Humanidade, porque é a luz divina
que iluminará todas
as criaturas nos purificadores caminhos da vida.
O Cristo afirmou: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém
irá ao
Pai senão por mim."
Ir ao Pai significa aprimorar-se, elevar-se, purificar-se moral e
espiritualmente.
Engrandecer-se no Amor e na Sabedoria.
Gozar as primícias celestiais na execução dos trabalhos
do Criador, onde a
luta e o progresso continuam sem fim.
Para encontrar o Pai, teremos, por conseguinte, de aceitar a mão
que o Seu
Dileto Filho nos oferece.
A Doutrina Espírita esclarece que a mão de Jesus são
os seus ensinos e
exemplos, fêrtilmente encontrados nas luminosas páginas
do Evangelho.
Nele, não encontramos nenhuma passagem que justifique lutas,
ambições,
vaidades.
Tudo nele nos fala de fraternidade e compreensão. Por isso é
que somente o
Evangelho salvará a Humanidade, porque ele é humildade.
E a humildade é compassiva, cordata, tolerante.
O Cristo, exemplificando essa sublime e difícil virtude, cingiu-se
com uma
toalha, tomou de uma bacia, lavou e enxugou os pés dos discípulos...
* * *
Somente o Evangelho -
meditemos bem - solucionará o problema
evolutivo da Humanidade.
Onde houver Evangelho, sentido e vivido, haverá Caridade e Perdão,
cessando, assim, discórdias e desinteligências.
Cessando desinteligências e discórdias, as manifestações
egoísticas, que
produzem as lutas entre os homens, jamais se disseminarão na
face da Terra,
porque o Espírito Humano será iluminado pelas divinas
claridades do altruísmo.
Ao influxo do Amor, as ervas daninhas não vicejarão.
Espalhada a Boa Nova, difundidos os ensinos evangélicos, através
da
palavra falada e escrita e dos exemplos edificantes, a luz divina da
Grande
Lâmpada clareará consciências e confortará
corações em todos os recantos da
Terra.
Estabelecido o reinado da compreensão e da fraternidade, não
haverá lutas
nem guerras, porque guerras e lutas são geradas pela ambição.
Lutas e guerras são incompatíveis com os preceitos do
Cristianismo.
Todas as criaturas, nesse glorioso reinado que está por vir,
recordarão, terão
sempre em mente e cumprirão o mandamento: - "Não
matarás."
Somente o Evangelho, mocidade idealista, salvará a Humanidade.
Lembremos, pois, a recomendação de Paulo ao moço
Timóteo, encorajando-
o com amor:
- "Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está
em Cristo Jesus."
Os estatutos, os gabinetes internacionais, os regulamentos humanos,
em que
pese à sua respeitabilidade, elaborados, algumas vezes, segundo
a
conveniência de cada povo, raça ou agrupamento político
ou religioso, cada qual
com o seu personalismo e suas ambições, enfim, as leis
e conferências têm-se
mostrado ineficazes, até certo ponto, em seus objetivos confraternizadores.
É que os homens, em verdade, não estão interior-mente
iluminados.
Não sentem, nalma, o fulgor dessa luz prodigiosa, deslumbrante
e eterna, que
emana do sentimento puro, da magia e do suave encanto do Evangelho do
Mestre Galileu.
Luz que se fez, para sempre, na gloriosa alvorada da Manjedoura de Belém.
* * *
As reformas têm
que decorrer, precipuamente, do indivíduo para a
sociedade.
Da unidade para o conjunto, do simples para o composto.
Do homem para a família, grupos e coletividades.
Não se darão, em tempo algum, de fora para dentro, da
periferia para o
centro.
Resultam - ou terão que resultar - da claridade interna, da modificação
íntima.
Carecem - ou carecerão - de doutrinamento e aprendizagem, de
perseverança e esforço.
São obra divina e fruto do tempo.
Os moços espíritas de hoje edificarão, com o Evangelho,
a reforma dos
costumes, a fim de que possa Jesus dizer, um dia: - "O meu reino
já é deste
mundo."
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A Escolha é Livre
Buscai e achareis.
Na Terra ou no Espaço,
na posição de encarnados ou desencarnados,
encontraremos, sempre, aquilo que buscarmos durante as experiênCias
evolutivas.
Agindo por nós mesmoS, ou atendendo a sugestões de Espíritos
menos
esclarecidos, colheremos, hoje ou amanhã, o fruto de nossas próprias
obras.
A nossa vida, de acordo com a simbologia lembrada pelos Espíritos
Superiores, pode ser comparada a uma balança comum. E o livre
arbítrio
representará, sempre, o fiel dessa balança.
Numa das conchas. acumular-Se-ão as nossas criações
inferioreS,
acrescidas das sugestões menos dignas de nossos adversários
desencarnadOS.
Na outra, as nossas criações mais elevadas unir-Se-ão
aos pensamentos
inspirados pelos benfeitores, anjos de guarda ou Espíritos familiares.
Colocadas, assim, em pé de igualdade, as duas conchas, o livre
arbítrio, isto
é, a vontade consciente fará que uma delas predomine sobre
a outra, criando-
nos, tal escolha, consequências ruinosas ou benéficas,
segundo o caminho
escolhido.
É livre a escolha.
Os amigos da Espiritualidade, mesmo os mais abnegados, não eqüacionam,
inteiramente, os nossos problemas.
Inspiram-nos, em nossas silenciosas indagaçõeS, deixando,
todavia, que a
deliberação final nos pertença, com o que valorizam
esse inapreciável tesouro
que se chama Livre Arbítrio.
Sem a liberdade, embora relativa, do Livre Arbítrio, o progresso
espiritual não
seria consciente, mas se efetivaria, simplesmente, pela força
das coisas.
Na Escola da Vida, os Instrutores EspirituaiS procedem com os homens
à
maneira dos professores com as crianças: dão informes
sobre as lições,
explicam-nas, referem-se a fontes de consulta, indicam livros e autores.
Mas deixam que oS alunos, durante o ano letivo, se preparem no sentido
de
que, nos exames finais, obtenham, pelo esforço próprio,
boa vontade e aplicação,
notas que assegurem promoção à série seguinte.
O aluno irresponsável achará, no fim do ano, o que buscou
- a reprovação, a
vergonha.
O aluno aplicado, que se consagrou ao estudo, achará, igualmente,
o que
buscou - as alegrias da aprovação.
Tudo de acordo com a lição do Mestre.
"Buscai e achareis."
Em nossa jornada evolutiva - nascendo, vivendo, morrendo, renascendo
ainda e progredindo continuamente -, somos alunos cujo livre arbítrio
escolhera,
na maioria das vezes, o caminho das facilidades.
Os Instrutores Espirituais têm sido, para todos nós, devotados
mestres, que
nos observam a incúria e a desídia, porém aguardam,
pacientes e
compreensivos, que as lições do tempo e da dor nos induzam
ao reajustamento.
Jamais se apoquentam, quando verificam que pendemos para a concha das
sugestões utilitaristas, pois sabem que, buscando a Ilusão,
encontraremos, mais
adiante, as folhas perdidas das desilusões.
Não ignoram que, batendo à porta dos enganos, elas se
alargarão diante de
nós, a fim de que, partilhando o banquete das futilidades, sejamos
compelidos,
mais tarde, a buscar, nos padrões do Evangelho, o roteiro para
experiências
mais elevadas.
Num planeta como a Terra, bem inferiorizado, falanges numerosas de
entidades desencarnadas inspiram-nos com tal frequência que a
sua intensidade
- a intensidade de sua influenciação - não pode
ser medida.
No Evangelho e no Espiritismo, estão os recursos imprescindíveis
à nossa
segurança.
A prática do bem, a confiança em Deus, o esclarecimento
pelo estudo, o
trabalho constante no Bem, tudo isto, com o amparo da prece, preservar-nos-á
do
assédio de entidades que, em nome de velhos propósitos
de vingança, ou por
simples perversidade, procuram dificultar a nossa ascensão.
Batendo à porta dos que sofrem, para levar-lhes a mensagem consoladora
do
Evangelho e o socorro de nossas mãos, encontraremos, um dia,
a resposta do
Céu aos nossos anseios de libertação.
Sendo livres para a escolha, acharemos, sem dúvida, o que buscarmos.
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