Mediunismo
- Mediunidade - Animismo e Mistificação
Freddy Brandi
A expressão
mediunismo, criada por Emmanuel, designa as formas primitivas de mediunidade
que fundamentam as crenças e a religião primitivas. Primitivismo;
adoração inclusive de objetos inanimados, broches, talismãs,
amuletos, e etc., o fetichismo nas crenças indignas e religiões
africanas. A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está
na conscientização do problema mediúnico.
"A mediunidade é o mediunismo desenvolvido, racionalizado
e submetido à religião religiosa, filosófica e
às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento
dos fenômenos, sua natureza e suas leis.
O mediunismo divide-se em vários ramos correspondentes, as noções
africanas de que procedem. Existem as mais e as menos elevadas:
Umbanda: - São as práticas mais elevadas e voltadas para
o bem.
Quimbanda: - Rituais selvagens provocados pelo sangue dos animais sacrificados
e queima de pólvora e outros rituais relacionados a inferioridades
dos espíritos.
Candomblé: - São as Danças nativas de origem africana
e indígena.
A Macumba: - É um ritual muito antigo. Diz Herculano Pires que
a Macumba é um instrumento de sopro, geralmente, de bambu, que
é tocado para chamar os espíritos do mato, é o
"despacho", ao contrário do que se pensa, não
é a oferenda de comidas e bebidas que é colocada nas encruzilhadas,
mas o envio de espíritos inferiores para atacar as pessoas visadas.
Mediunidade: É
a faculdade humana pela qual se estabelece a relação entre
homens e espíritos. Não é um poder oculto que se
possa desenvolver através de praticas, rituais ou pelo poder
misterioso, desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade
para captação mental, de coisas e fatos do mundo espiritual
que nos cerca e nos afeta, com as suas vibrações afetivas
e psíquicas.
É a faculdade
ou aptidão que possuem certos indivíduos determinados
médium, de servirem de intermediário entre o mundo físico
e espiritual. A mediunidade é dada sem distinção
a fim de que os espíritos possam levar a luz a todas as camadas,
a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico, os virtuosos,
para os fortalecer no bem, e os viciosos para os corrigir.
Mediunidade é
simplesmente uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos
dócil, aos espíritos em geral. O bom médium é
aquele que constrói boas qualidades morais e constantemente cultiva
bons pensamentos, possui o hábito da oração e da
leitura.
Dessa maneira
, a mediunidade é a condição natural do homem,
uma faculdade geral da espécie humana, que se revela em dois
campos paralelos de fenômenos: os Anímicos: Que são
os fenômenos mediúnicos, com há maior influência
do espírito do médium na relação entre duas
esferas, como nos casos de vidência. Espíritas: são
fenômenos mediúnicos, quando, na relação,
há uma atuação direta do espírito desencarnado
sobre o encarnado, como ocorre na audiência e na psicografia.
Mistificação:
São os escolhos mais desagradáveis da prática espírita;
mas há um meio de evita-los, o de não pedires ao espiritismo
nada mais do que ele pode e deve dar-vos; seu objetivo é o aperfeiçoamento
moral da humanidade. Desde que, não vos afasteis disso, jamais
sereis enganados, pois não há duas maneiras de compreender
a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir;
mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre mistificações,
se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem
recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo
essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o
enganariam tão facilmente.
Mistificar: Quer
dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, iniciar alguém
nos mistérios de um culto, torna-lo iniciado, abusar da boa fé.
“Do que
se conclui que só é mistificado aquele que merece”
Animismo: (anima
– alma) Sistema fisiológico que considera a alma como causa
primária de todos os fatos intelectuais e vitais, isto é,
expõe o fenômeno anímico como a manifestação
da alma do médium, portanto, á alma do médium pode
manifestar-se como qualquer ouro espírito, desde que goze de
certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de espírito
e fala como tal e não como encarnado. Para que se possa distinguir,
se é o espírito do médium ou outro que se comunica,
é necessário observar a natureza das comunicações,
através das comunicações e da linguagem.
Outro grande engano
é confundir Animismo com Mistificação.
"Na verdade a questão do Animismo foi de tal maneira inflada,
além de suas proporções, que acabou transformando-se
em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas
desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam
sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude,
ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico
e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade
não há fenômeno espírita puro, de vez que
a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto
terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo
das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, manifestações
anímicas".
A conclusão
que chegamos é que não há fenômeno mediúnico
sem participação anímica.
Existem também manifestações de animismo puro,
ou seja, comunicação produzida pelo espírito do
médium, sem a participação de outro espírito
- encarnado ou desencarnado, pode ocorrer um processo espontâneo
de regressão de memória. Existem fraudes de médiuns
e de Espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo.
Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos.
Existem a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem
àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores
demais. Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade
de servir.
http://www.ceismael.com.br/tema/tema052.htm