CASAMENTO - Richard Simonetti
1 – O casamento é planejado no Além?
Geralmente a união matrimonial implica numa harmonização
que envolve não apenas o casal, mas também os Espíritos
que reencarnarão como filhos. Obviamente, é preciso
planejar.
2 – Os próprios interessados o fazem?
Seria o ideal, já que tendemos a encarar com maior seriedade
os compromissos que assumimos por iniciativa própria. Nem sempre,
entretanto, os reencarnantes têm suficiente maturidade e discernimento
para isso. O planejamento fica por conta de mentores espirituais.
3 – Eventual segundo casamento ou subseqüentes também
obedecem a um planejamento?
Quando os parceiros da vida conjugal se separam de forma irreversível,
em virtude de conflitos insuperáveis, é justo que procurem
recompor sua vida afetiva, buscando nova experiência. Se há
seriedade na intenção e não mero exercício
de promiscuidade sexual, tão freqüente nos dias atuais,
os mentores espirituais podem ajudá-los nesse propósito,
orientando nova união.
4 – Se ocorre uma seqüência de desacertos haverá
sempre novos planejamentos?
Os mentores procuram ajudar-nos, mostrando caminhos, mas jamais são
coniventes com nossos desatinos. A sucessão de uniões
indica incapacidade de assumir compromissos e de conviver. Natural,
nestes casos, que se afastem, retirando as escoras de sua proteção
para que os tutelados aprendam com seus próprios erros.
5 – O ideal, portanto, seria "suportar" o cônjuge
para merecer o apoio da espiritualidade?
Esse é, talvez, o maior equívoco. As pessoas "suportam"
o cônjuge por amor aos filhos ou respeito à religião,
esquecendo-se de que estão juntos para se harmonizarem, aprendendo
a conviver fraternalmente. Isso implica em mudar de pronome, no verbo
da ação conjugal: da primeira pessoa do singular, eu
posso, eu quero, eu faço¸ para a primeira do plural:
nós podemos, nós queremos, nós fazemos. Cultivar
o individualismo no casamento é condená-lo ao fracasso.
6 – Isso seria suficiente para sermos felizes no casamento?
Há algo mais. As pessoas estão esperando que o casamento
dê certo para que sejam felizes, sem compreender que é
preciso que sejam felizes para que o casamento dê certo. Um
coração amargurado, um caráter impertinente,
uma vocação para a agressividade, tudo isso azeda a
existência e nos torna incapazes de conviver, particularmente
no lar, onde não há o verniz social.
7 – E como ser feliz para que o casamento dê certo?
É preciso ter sempre presente que a felicidade não
está subordinada à satisfação de nossos
desejos diante da Vida, mas ao empenho por entender o que ela espera
de nós. Não é necessário muito para isso.
Basta observar a lição fundamental de Jesus: fazer ao
semelhante o bem que desejamos que ele nos faça. Funciona admiravelmente
quando se trata de harmonizar as pessoas, particularmente no lar.
8 – Sabemos que na espiritualidade tendemos a conviver com
os Espíritos que marcaram nossa vida afetiva, envolvendo cônjuge,
pais e filhos. Assim sendo, com quem ficará o homem que foi
casado quatro ou cinco vezes?
Com ninguém. Provavelmente fará um estágio depurador
no umbral, região de sofrimentos no mundo espiritual, um purgatório
onde terá oportunidade de meditar sobre sua frivolidade.
Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa
Saber.
Fonte http://www.espirito.org.br/index.asp
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