INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS - FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER
DITADO POR DIVERSOS ESPÍRITOS
Em memória de ALLAN KARDEC
Homenagem do "Grupo Meimei"
61
JUSTIÇA
Em nossa reunião da noite de 12
de maio de 1955, conduzido por nossos
Benfeitores Espirituais, comunicou-Se no Grupo o irmão que ficamos
conhecendo
por José Augusto.
Médico parricida que foi na Terra, a sua história comovente
exalta a justiça e
nos convida à reflexão.
Amigos, freqüentando-VOS o círculo
de preces, ofereço-vos meu caso, como
elemento de exaltação da justiça.
Inútil dizer que não passo de pobre sofredor desencarnado,
procurando a paz
consigo mesmo.
Antigamente eu era um médico ocioso e, por isso, infiel ao mandato
que o
mundo me conferira.
Filho de pais endinheirados, muito cedo perdi minha mãe, que
a morte nos
furtara ao convívio, passando, assim, a condensar todas as atenções
do meu
progenitor, que se desvelava por ver-me feliz.
Em razão disso, ainda depois de meu casamento, residíamos
juntos. E ele,
devotado, embalou-me os três filhinhos no regaço afetuoso.
Vivíamos em paz, entretanto, a preguiça conduziu-me ao
hábito do jogo, em
noitadas alegres.
E porque me fizera sanguessuga da fortuna paterna, dissipandoa, deixei
que a
idéia do parricídio me aflorasse à cabeça.
Meu pai era um velho hipertenso e a morte dele investir-me-ia na posse
de
volumosa herança.
Alimentei, assim, o propósito de assassiná-lo, discretamente.
Sem qualquer escrúpulo moral, tocaiei a oportunidade, como a
fera vigia a
ocasião de atirar-se sobre a presa.
Certa manhã, o velhinho caiu desamparadamente no chão,
quando tentava
consertar nosso grande relógio de parede, ferindo-se num dos
pulsos.
Por muitos dias, ataduras marcaram-lhe o braço escoriado e, dando
pasto à
crueldade, considerei que o ensejo havia surgido.
Num momento em que se queixava de vertigens, não titubeei.
Apliquei-lhe um soporífero e, depois de longo entendimento sobre
saúde,
conduzi-o ao banheiro para a sangria que o seu estado orgânico
recomendava.
O doente obedeceu sem qualquer relutância.
Esperei que os seus nervos se amolgassem e, assim que o vi amolentado,
abri-
lhe as veias.
Meu pai, contudo, lendo-me a perversidade no olhar, embora semivencido
pela
ação do anestésico, ainda encontrou forças
para dizer aos meus ouvidos:
- Não me mates, meu filho!...
Não obstante excitado, na condição de médico
preparei-lhe o cadáver,
recolocando as ataduras.
O remorso, porém, passou a subjugar-me.
Não inspirei a mínima desconfiança aos que me cercavam,
quanto ao meu
inqualificável delito, no entanto, minha vida modificou-se.
Reconhecendo que o criminoso vive preso mentalmente ao local do crime,
senti-
me algemado ao banheiro fatídico.
Obsidiado por aquela dependência de nossa casa, àmaneira
de louco, dias e
noites, agarrava-me a ela, ouvindo meu pai, rogando penosamente:
- Não me mates, meu filho!...
Anotando-me a demência, por dois anos consecutivos, minha família
recorreu,
debalde, a colegas distintos, a orações, a socorros morais
e físicos.
E, justamente ao se decidir o inventário, que me entregaria o
espólio valioso, eis
que, a banhar-me, sofro a ruptura do aneurisma que me impôs a
desencarnação.
Qual acontecera a meu pai, também eu me despedia do corpo, num
banho
sanguinolento.
O remorso, martelando-me o crânio, percutira dolorosamente sobre
o coração,
abreviando-me a partida, sem que eu pudesse tocar a riqueza obtida por
minha
insânia perversa.
Concluí que disputara simplesmente o inferno emoldurado de ouro,
porque não
posso descrever-vos o tormento a que me submeti sem remédio.
Narrar-vos minha desdita é impraticável na palavra humana...
Todas as grandes
comoções jazem imanifestas no espírito, porque
a palavra na Terra é apenas um
símbolo limitado que nunca define os grandes estados do coração.
Emaranhei-me no tempo sem saber calculá-lo.
Continuava eu no banheiro sanguinolento ou ele perseverava dentro de
mim?...
Formulando semelhante pergunta a mim mesmo, prosseguia fitando meu pai
na
água vermelha e ouvindo-lhe a súplica inolvidável:
- Não me mates, meu filho!...
Em vão, procurei fugir de mim mesmo, aniquilar-me, morrer de
novo ou asilar-
me no inferno idealizado pela teologia católica, porqüanto
as cinzas inexistentes do
nada ou as chamas exteriores seriam bênçãos, confrontadas
com o martírio que me
vergastava a consciência.
Minha própria imaginação atormentada era meu cárcere.
E, desse ergástulo, meu pensamento extravasava, dando forma às
criações de
meu remorso em padecimento remissor...
Um momento apareceu em que mãos piedosas me trouxeram a oração.
Há quase três anos partilho-vos as preces e estudos e ouço-vos
a palavra de
consolação e socorro, junto aos aflitos e desesperados,
delinqüentes e suicidas, lou-
cos e enfermos, obsidiados e obsessores, que saíram da carne
pela porta falsa do
desequilíbrio e da ilusão e de cada apontamento regenerador
retirei os fios com que
teci a minha túnica de apaziguamento e renovação.
Tenho aprendido a humilhar-me e a esperar...
Procuro converter o arrependimento tardio em oração oportuna...
E quando algo pude rogar aos nossos amigos, pedi a felicidade de rever
minha
vítima, a fim de mendigar-lhe perdão.
Sempre supus que meu progenitor me odiasse e que o pensamento dele me
perseguisse, reclamando punição e vingança...
Entretanto, nossos instrutores fizeram-me reconhecer que eu não
era castigado
senão por mim mesmo, que a imagem de meu pai agonizante no banheiro
terrível
era a fixação de minhalma no quadro íntimo que
o meu pensamento vitalizava em
remorso constante...
Amparado pelos amoráveis benfeitores de nossa vida, fui reconduzido
à
presença daquele para quem eu fora objeto de imensa adoração!
Oh! mistérios divinos da Sabedoria Celestial!..
Penetramos vasto gabinete de um gerente de indústria e, ali,
depois de tantos
anos, encontrei meu pai em posição semelhante àquela
em que nos despedimos...
Era o mesmo homem na madureza física, aureolada agora pela experiência
do
trabalho incessante a lhe brilhar os olhos lúcidos! E, acima
da fronte encanecida,
destacava-se antigo retrato a óleo - o meu retrato.
Meu velho progenitor havia renascido da união conjugal de um
dos meus filhos
que, sem fortuna material, já que eu fora substituído
em casa por um homem tão
viciado e devasso quanto eu havia sido, aprendera na rude escola do
esforço
pessoal a conviver com o trabalho digno...
Na ordem terrena, transferira-se meu pai à condição
de meu neto...
Num relance, apreendi-lhe os pensamentos.
Sentia por mim carinhosa atração e inexprimível
amor.
Desejaria ter consigo o avô que supunha desconhecer..
Afeiçoara-se-me à efígie e respeitava-me o nome...
Orava por minha paz no
mundo das almas e envolvia-me a presença com irradiações
de infinita ternura...
Ah! o pranto jorrou-me em catadupas de alegria e gratidão!...
Quis atirar-me em seus braços e renascer na fonte consangüínea
que lhe
fecunda o campo familiar!...
Essa ventura seria, porém, agora, demasiado sublime para quem
se fez tão
infortunado, mas ser-lhe-ei servo fiel.
Ressurgirei no mundo entre aqueles que lhe obedecem à orientação,
poderei
engraxar-lhe os sapatos, preparar-lhe a mesa e chamá-lo "meu
senhor"...
Isso constituirá, graças a Deus, a minha felicidade maior!...
Amigos, que desfrutais, ainda na carne, o tesouro divino do conhecimento
com
Jesus, considerai a riqueza que vos felicita o caminho.... E, pelo muito
que convosco
tenho recebido de nossos benfeitores, peço ao Pai Celestial nos
proteja e abençoe.
José Augusto
62
A TERAPÊUTICA DA PRECE
Em nossa reunião da noite de 19
de maio de 1955, sentimo-nos na condição de
alunos no fim de aula valiosa. É que o preclaro Instrutor Espiritual
Doutor Dias da
Cruz senhoreou novamente os recursos psicofônicos do médium,
terminando o
estudo que realizou, em cinco reuniões alternadas do Grupo (1),
acerca da
obsessão, salientando a eficácia da prece no tratamento
dos alienados mentais,
com a voz professoral que lhe conhecemos.
Visitando-nos em cinco noites diferentes, o Doutor Dias da Cruz fez-se
extremamente querido de todos os componentes de nossa agremiação,
conquistando-nos respeitoso carinho.
É, portanto, com a reverência afetuosa que lhe devemos,
que convidamos o
leitor a meditar-lhe as cinco mensagens constantes deste livro, das
quais retiramos
profundo consolo e grandes ensinamentos.
(1) O estudo a que nos reportamos começa
com a mensagem intitulada "Alergia
e Obsessão", constante deste livro. - Nota do organizador.
No tratamento da obsessão, é
necessário salientar a terapêutica da prece como
elemento valioso de introdução à cura.
Não ignoramos que a psiquiatria, nova ciência do mundo
médico, apesar de
teorizada nos hospícios, somente corporificou-se na prática
que a define, nos
campos de guerra do século presente.
Chamados ao pronto-socorro das retaguardas, desde o conflito russo-japonês,
os psiquiatras esbarraram com numerosos problemas da neurose traumática,
identificando as mais estranhas moléstias da imaginação
e usando a palavra de
entendimento e simpatia como recurso psicoterápico de incalculável
importância.
Por isso, dispomos, atualmente, na moderna psicanálise, da psicologia
do
desabafo como medicação regeneradora.
A confissão do paciente vale por expulsão de resíduos
tóxicos da vida mental e
o conselho do especialista idôneo age por doação
de novas formas-pensamento, no
amparo ao cérebro enfermiço.
Invocamos semelhante apontamento para configurar na luta humana verdadeiro
combate evolutivo em que milhares de almas caem diariamente nos meandros
das
próprias complicações emocionais, entrando, sem
perceber, na faixa das forças
inferiores que, a surdirem do nosso passado, nos espreitam e geram em
nosso
prejuízo dolorosos processos de obsessão, retardando-nos
o progresso, por
intermédio dos pensamentos desequilibrados com que se justapõem
à nossa vida
íntima.
É por essa razão que vemos, tanto nos círculos
terrestres, como nas regiões
inferiores da vida espiritual, as enfermidades-alucinações
que se alongam na mente,
ao comando magnético dos poderes da sombra, com os quais estejamos
em
sintonia.
E a técnica das Inteligências que nos exploram o patrimônio
mento-psíquico
baseia-se, de maneira invariável, na comunhão telepática,
pela qual implantam na-
queles que lhes acedem ao domínio as criações mentais
perturbadoras, capazes de
lhes assegurar o continuísmo da vampirização.
Atentos, assim, à psicogênese desses casos de desarmonia
espiritual, quase
sempre formados pela influenciação consciente ou inconsciente
das entidades
infelizes, desencarnadas ou encarnadas, que se nos associam à
experiência
cotidiana, recorramos à prece como elemento de ligação
com os Planos Superiores,
exorando o amparo dos Mensageiros Divinos, cujo pensamento sublimado
pode
criar, de improviso, novos motivos mentais em nosso favor ou em favor
daqueles
que nos propomos socorrer.
Não nos esqueçamos de que possuímos na oração
a nossa mais alta fonte de
poder, em razão de facilitar-nos o acesso ao Poder Maior da Vida.
Assim sendo, em qualquer emergência na tarefa assistencial, em
nosso
benefício ou em benefício dos outros, não olvidemos
o valor da prece em terapia,
recordando a sábia conceituação do Apóstolo
Tiago, no versículo 16 do capítulo 5,
em sua Epístola Universal:
- "Orai uns pelos outros, a fim de que sareis, porque a prece da
alma justa
muito pode em seus efeitos."
Francisco de Menezes Dias da Cruz
63
ORANDO E VIGIANDO
Na fase de tempo consagrada às
instruções, em nossa reunião da noite de 26
de maio de 1955, a transfiguração do médium era
mais sensível.
A breves momentos, soou, reconfortante e bem timbrada, a palavra do
mentor
que nos visitava. Esse amigo era o Doutor Guillon Ribeiro, aquele digno
orientador
de nossa Causa, no Brasil, que, por muitos anos, foi o venerável
Presidente da
Federação Espírita Brasileira, e cujo devotamento
à nossa Doutrina prescinde das
nossas referências.
Sua palavra, na rápida passagem por nosso recinto, constitui
elevada exortação
ao desempenho dos deveres cristãos que nos cabem no Espiritismo,
compelindo-
nos a pensar mais detidamente na extensão de nossos compromissos.
Esclarecemos que esta é a primeira comunicação
do
Doutor Guillon Ribeiro, quer psicográfica ou psicofonicamente,
através das
faculdades do médium Xavier.
Grande foi, portanto, a nossa alegria em lhe recebendo a mensagem direta
e
agradecemos reconhecidamente a Jesus semelhante contacto.
Meus irmãos, glorificada seja
a Vontade de Nosso Pai Celestial.
Humilde companheiro vosso, incorporado à caravana dos obreiros
de boa-
vontade, não por méritos que nos falham, mas sim por havermos
recebido
"acréscimo de misericórdia" que a infinita bondade
do Senhor jamais recusa ao
espírito desperto para as necessidades da própria regeneração,
associamo-nos,
hoje, às vossas orações e tarefas, deprecando as
bênçãos de Jesus em nosso
benefício, a fim de que não nos faleçam a energia
e o bom ãnimo, na empresa de
socorro aos nossos irmãos que se brutalizaram depois da morte
ou que, além dela,
se fizeram infortunados seareiros do egoísmo e da crueldade,
da violência e do
ódio.
Ah! meus amigos, quantos legionários da nossa grande causa, para
gáudio da
sombra geradora da discórdia, na hora grave que atravessamos,
adormecem à
margem dos compromissos assumidos, embriagados no ópio da indiferença,
cegos
para a missão do Espiritismo como o Paracleto que nos foi prometido
pelo Cristo de
Deus, surdos para com a realidade que lhes brada emocionantes apelos
ao trabalho
do Evangelho, ou hipnotizados nas contendas anti-fraternas em que malbaratam
os
recursos que o Senhor nos empresta, convertendo-se, levianamente, na
instrumentalidade viva da negação e das trevas!
Crendo brunir a elucidação doutrinária, traçam
inextricáveis labirintos para as
almas ainda inseguras de si e que se nos abeiram do manancial de consolações
preciosas; e, supondo cultuar a verdade, apenas extravagam na retórica
infeliz de
quantos se anulam sob os narcóticos da vaidade, transformando
a água viva da fé
que lhes jorrava dos corações em fel envenenado de loucura
e perturbação para si
mesmos ou caindo sob os golpes desapiedados de nossos infelizes companheiros
do passado, a nos acenarem de outras reencarnações e de
outras eras.
Eis por que rogamos ao Senhor nos conserve naquela oração
e naquela
vigilância que exprimem o trabalho digno e a ardente caridade
com que devemos
honrar o altar de luta em que fomos chamados a servi-lo.
Crede que o Espiritismo é o restaurador do Cristianismo em sua
primitiva e
gloriosa pureza e que os espíritas sinceros são, por excelência,
na atualidade, os
cristãos mais diretamente responsáveis pela substancialização
dos ensinamentos
que o nosso Divino Mestre legou à Humanidade.
Procuremos, por isso, o nosso lugar de aprendizes e servidores e,
compreendendo o valor da oportunidade e do tempo, ofereçamos
nossas vidas à
cristianização das consciências, começando
por nós mesmos, suplicando ao pulcro
Espírito de Nossa Mãe Santíssima nos ilumine a
estrada para o aprisco do Divino
Pastor.
Acordados, assim, para as obrigações a que nos entrosamos
na obra de luz e
amor, louvemos a bondade de Nosso Pai Celestial para sempre.
Guillon Ribeiro
64
O CRISTO ESTÁ NO LEME
A reunião da noite de 2 de junho
de 1955 reservou-nos grande surpresa.
Por ausência do companheiro encarregado do serviço de gravação,
ocupamo-
nos pessoalmente desse mister. E, enquanto atendíamos a semelhante
tarefa,
notamos que a organização mediúnica denotava expressiva
alteração.
Intuitivamente assinalamos que o nosso Grupo estava sendo visitado por
mensageiro espiritual de elevada hierarquia.
E não nos enganávamos.
Colocando-se de pé, o instrutor passou à palavra.
Dicção educada. Voz clara e bela.
Em sucinto estudo, exalça a figura excelsa de Jesus, à
frente do Espiritismo.
Na saudação final, identifica-se. Tínhamos conOsco
a presença de Bittencourt
Sampaio, cuja sublime envergadura espiritual escapa à exigüidade
de nossa
conceituação.
Despede-se o orientador e encerramos a reunião.
Movimentamo-nos para estudar a mensagem, ouvindo-a, de novo; no entanto,
com o maior desapontamento, notamos que a gravadora não funcionara.
Perdêramos a palavra do grande Instrutor.
Comentando a alocução ouvida, a maior parte dos companheiros
afasta-se do
recinto.
Nós, porém, um conjunto de seis amigos, permanecemos na
sede do Grupo
mais tempo, examinando a máquina e lamentando o acontecido.
Uma hora decorrera sobre o encerramento de nossas tarefas e preparávamos
a
retirada, quando o médium anunciou estar ouvindo de nosso amigo
espiritual José
Xavier o seguinte aviso: - "Não se preocupem. Meimei e eu
gravamos a palavra do
benfeitor que esteve entre nós, de passagem. Reúnam-se
em silêncio e o médium
poderá ouvi-la de nossa máquina, fixando-a no papel."
Sentamo-nos ao redor da mesa, com o material de escrita indispensável.
Depois de nossa prece, o Chico esclarece estar vendo uma pequena gravadora
junto de nós, manejada pelos amigos espirituais e, dizendo escutar
a mensagem,
põe-se a escrever moderadamente, evidenciando a audição
em curso.
Entretanto, o médium escreve e faz a pontuação,
ao mesmo tempo.
Ajudando-o a segurar o papel, conjeturamos mentalmente: - "Ora,
se o Chico
está ouvindo a mensagem gravada, como pode fazer a pontuação?
Estamos diante
de um ditado ou de psicografia comum?"
No instante exato em que formulamos a indagação em pensamento,
sem
externá-la, o médium interrompe a grafia por momentos
e explica-nos:
- "Meu amigo, o José (1) recomenda-me informar a você
que, enquanto
Meimei está comandando a gravadora, ele está ditando a
pontuação para melhor
segurança do nosso serviço."
Extremamente surpreendido, guardamos o esclarecimento.
Terminada a escrita, o médium leu quanto ouvira.
Notamos com admiração que o papel apresentava a mensagem
que ouviramos
de Bittencourt Sampaio.
Relatada a ocorrência que julgamos seja nossa obrigação
consignar nos
apontamentos sob a nossa responsabilidade, para os estudiosos sinceros
de nossa
Doutrina, passamos à comunicação do venerável
orientador.
Meus amigos, que o amparo de Nossa Mãe
Santíssima nos agasalhe e ilumine
os corações.
Cristo, no centro da edificação espírita, é
o tema básico para quantos
esposaram em nossa Doutrina o ideal de uma vida mais pura e mais ampla.
(1) Referência ao nosso amigo espiritual
José Xavier. - Nota do organizador.
Confrange a quantos já descerraram
os olhos para a verdade eterna, além da
morte, o culto da irresponsabilidade a que muitos de nossos companheiros
se devo-
tam, seja na dúvida sistemática ou na acomodação
com os processos inferiores da
experiência humana, quando
o Espiritismo traduz retorno ao Cristianismo puro e atuante, presidindo
à renovação
da Terra.
Com todo o nosso respeito à pesquisa enobrecedora, cremos seja
agora
obsoleta qualquer indagação acerca da sobrevivência
da alma por parte daqueles
que já receberam o conhecimento doutrinário, porque semelhante
conhecimento é
precisamente o seio sagrado de nossos compromissos diante do Senhor.
Há mais de dez milênios, nos templos do Alto Egito e da
antiga Etiópia, os
fenômenos mediúnicos eram simples e correntios; entre assírios
e caldeus de
épocas remotíssimas, praticava-se a desobsessão
com alicerces no esclarecimento
dos Espíritos infelizes; precedendo a antigüidade clássica,
Zoroastro, na Pérsia,
recebia a visitação de mensageiros celestiais e, também
antes da era cristã, na
velha China, a mediunidade era desenvolvida com a colaboração
da música e da
prece.
Mas, o intercâmbio com os desencarnados, excetuando-se os elevados
ensinamentos nos santuários iniciáticos, guardava a função
oracular do magismo,
entremeando-se nos problemas corriqueiros da vida material, fosse entre
guerreiros
e filósofos, mulheres e comerciantes, senhores e escravos, nobres
e plebeus.
É que a mente do povo em Tebas e Babilônia, Persépolis
e Nanquim, não
contava com o esplendor da Estrela Magna - Nosso Senhor Jesus-Cristo
-, cujo
reino de amor vem sendo levantado entre os homens.
Na atualidade, porém, o Evangelho brilha na cultura mundial,
ao alcance de
todas as consciências, cabendo-nos simplesmente o dever de anexá-lo
à própria
vida.
Espíritas! Com Allan Kardec, retomastes o facho resplendente
da Boa-Nova,
que jazia eclipsado nas sombras da Idade Média!
Compreendamos nossa missão de obreiros da luz, cooperando com
o Senhor
na construção do mundo novo!...
Não ignorais que a civilização de hoje é
um grande barco sob a tempestade...
Mas, enquanto mastros tombam oscilantes e estalam vigas mestras, aos
gritos da
equipagem desarvorada, ante a metralha que incendeia a noite moral do
mundo,
Cristo está no leme!
Servindo-o, pois, infatigavelmente, repitamos, confortados e felizes:
Cristo ontem, Cristo hoje, Crísto amanhã!...
Louvado seja o Cristo de Deus!
Bittencourt Sampaio
65
ORAÇÃO
A reunião da noite de 9 de junho
de 1955 revestiu-se para nós de grande
significação.
É que os Benfeitores Espirituais designaram-na como sendo a última
para a
recepção das mensagens consoladoras e educativas que enfeixam
este livro.
Havia, portanto, grande expectativa em nossa pequena assembléia
de
companheiros encarnados.
Nossas tarefas habituais transcorreram ativas. Grande número
de entidades
sofredoras, compelindo-nos à Interferéncia em casos tristes
e dolorosos.
No encerramento, foi Emmanuel, o nosso amigo de sempre, quem veio até
nós,
através da palavra direta.
Colocou o médium de pé e, com a expressão que lhe
é própria, elevou a Jesus
vibrante prece.
Estávamos todos Imensamente comovidos.
Chegávamos ao término de sessenta e cinco noites de abençoada
atividade
espiritual e, com as palavras do querido orientador, o nosso primeiro
livro de
Instruções psicofônicas estava sendo concluído...
Transcrevendo aqui a oração do nosso mentor infatigável,
rogamos ao Divino
Mestre a felicidade de continuar em nossa tarefa para diante. E, porque
nos falta o
justo vocabulário para expressar a nossa profunda gratidão
aos instrutores e amigos
espirituais que nos visitaram, através destas páginas,
finalizando as presentes
anotações oferecemos a eles os nossos corações
reconhecidos.
Senhor Jesus!
Agradecendo-te o amparo de todos os dias, eis-nos aqui, de espírito,
ainda em
súplica, no campo em que nos situaste.
Ensina-nos a procurar na vida eterna a beleza e o ensinamento da temporária
vida humana!
Apesar de amadurecidos para o conhecimento, muitas vezes somos crianças
pelo coração.
Ágeis no raciocínio, somos tardios no sentimento.
Em muitas ocasiões, dirigimo-nos à tua infinita Bondade,
sem saber o que
desejamos.
Não nos deixes, assim, em nossas próprias fraquezas!
Nos dias de sombra, sê nossa luz!
Nas horas de incerteza, sê nosso apoio e segurança!
Mestre Divino!
Guia-nos o passo na senda reta.
Dá-nos consciência da responsabilidade com que nos enriqueces
o destino.
Auxilia-nos para que o suor do trabalho nos alimente o lume da fé.
Não admitas que o verme do desalento nos corroa o ideal e ajuda-nos
para que
a ventania da perturbação não nos inutilize a sementeira.
Educa-nos para que possamos converter os detritos do temporal em adubo
que
nos favoreça a tarefa.
Ao redor da leira que nos confiaste, rondam aves de rapina, tentando
instilar-nos
desânimo e discórdia...
Não longe de nós, flores envenenadas deitam capitoso aroma,
convidando-nos
ao repouso inútil, e aves canoras da fantasia, através
de melodias fascinantes,
concitam-nos a ruinosa distração...
Fortalece-nos a vigilância para que não venhamos a cair.
Dá-nos coragem para vencer a hesitação e o erro,
a sombra e a tentação que
nascem de nós.
Faze-nos compreender os tesouros do tempo, a fim de que possamos multiplicar
os créditos de conhecimento e de amor que nos emprestaste.
Divino Amigo!
Sustenta-nos as mãos no arado de nossos compromissos, na verdade
e no bem,
e não permitas, em tua misericórdia, que os nossos olhos
se voltem para trás.
Que a tua vontade, Senhor, seja a nossa vontade, agora e para sempre.
Assim seja.
Emmanuel
Adenda
Solicitamos a permissão do leitor
para anexar ao presente livro os dois primeiros
boletins anuais de serviço espiritual no "Grupo Meimei",
referentes aos períodos de
nossas atividades, de 31 de julho de 1952 a 30 de julho de 1954, exclusivamente
à
guisa de estudo.
Os informes acerca do aproveitamento das entidades sofredoras que passaram
por nossa agremiação procedem de esclarecimentos dos nossos
orientadores
desencarnados e, mais uma vez, desejamos patentear que, alinhando números
no
relato de nossas tarefas, não alimentamos a pretensão
da estatística em obras do
espírito, mas sim O propósito de estudo e observação,
no serviço de socorro e
advertência a nós próprios, mesmo porque, em nossos
contactos com os irmãos
desencarnados, bem reconhecemos a nossa posição de almas
endividadas,
esforçando-se pela própria recuperação "no
vale escuro da sombra e da morte".
Boletim de Serviço Espiritual
"GRUPO MEIMEI" - 1º Ano
- 31/7/52 a 30/7/53.
O Grupo realizou, durante o ano, 53 sessões
práticas, com a seguinte quota de
serviço:
288 manifestações psicofônicas de Espíritos
perturbados e sofredores, incluindo
251 entidades e 37 reincidências.
Os 251 companheiros menos felizes que compareceram às reuniões
estão
assim subdivididos:
77 irmãos ligados ao pretérito próximo e remoto
de componentes da instituição.
126 necessitados de assistência moral.
48 recém-desencarnados.
Os comunicantes foram catalogados na ordem seguinte:
7 casos de licantropia.
92 casos de alienação mental.
48 casos de choques por desencarnação.
104 casos de perturbações diversas.
De conformidade com elucidações dos Mentores Espirituais
do Grupo, o
aproveitamento das 251 entidades, que receberam assistência no
transcurso de
1952 e 1953, foi o seguinte:
11 irmãos foram perfeitamente reajustados e renovados para o
bem.
90 companheiros retiraram-se esclarecidos e melhorados.
52 entidades apresentaram aproveitamento reduzido.
98 comunicantes foram considerados, por enquanto, impassíveis
e
impenitentes.
No decurso das sessões, verificaram-se 178 manifestações
psicofônicas de
amigos e benfeitores espirituais, para serviços de cooperação
e diretrizes, assim
discriminadas:
53 comunicações instrutivas na abertura das tarefas.
40 mensagens totalizando avisos e preces.
32 interferências para concurso direto na solução
de problemas difíceis no
esclarecimento a companheiros necessitados.
53 preleções educativas no encerramento das reuniões.
Sintetizando-nos o
programa de serviço, aqui transcrevemos opiniões de dois
dos Amigos Espirituais
que nos assistem, por eles destinadas ao presente Boletim:
"Um grupo para sessões de
caridade reclama trabalhadores devotados à divina
virtude para a produção de amor e luz nos Espíritos
necessitados. A caridade de
quem ensina é a garantia daquele que aprende. A caridade nos
pensamentos,
palavras e ações, é o processo de renovar nossas
almas. Onde há caridade não há
lugar para a mistificação, porque tudo resulta em aprendizado,
cooperação, trabalho
e harmonia.
Organizemos núcleos de assistência cristã às
mentes enfermiças da Terra e do
Além, mas não nos esqueçamos de que só pela
caridade fraternal acenderemos
bastante luz no coração para que o nosso agrupamento seja
uma luz, brilhando na
Vida Espiritual." - MEIMEI.
"Em verdade, não podemos prescindir do Espiritismo prático
para a cura de
nossos males, mas para que as nossas reuniões de contacto com
o Plano Espiritual
frutifiquem, vitoriosas, em bênçãos de saúde
e alegria, precisamos trazer conosco o
Espiritismo do Cristo, devidamente praticado." - JOSÉ XAVIER.
Pedro Leopoldo, 1º de agosto de 1953.
Boletim de Serviço Espiritual
"GRUPO MEIMEI" - 2º Ano - 31/7/53 a 30/7/54
O Grupo realizou, durante o ano, 51 sessões
práticas, com a seguinte quota de
serviço:
384 manifestações psicofônicas de Espíritos
perturbados e sofredores,
totalizando 364 entidades e 20 reincidências.
Os 364 companheiros menos felizes que compareceram às reuniões
estão
assim subdivididos:
66 irmãos ligados ao pretérito remoto e próximo
de componentes da agremiação.
271 necessitados de assistência moral.
27 recém-desencarnadoS.
Os comunicantes foram catalogados na ordem seguinte:
16 casos de licantropia e suicídio.
176 casos de alienação mental.
27 casos de choques por desencarnação.
145 casos de perturbações diversas.
De conformidade com os esclarecimentos dos Orientadores Espirituais
do
Grupo, o aproveitamento das 364 entidades que recolheram assistência,
no
transcurso de 1953 e 1954, foi o seguinte:
18 irmãos foram perfeitamente reajustados e renovados para o
bem,
salientando-se que quatro deles passaram a cooperar nos serviços
da instituição.
59 companheiros retiraram-se esclarecidos e melhorados.
102 entidades apresentaram aproveitamento reduzido.
185 comunicantes foram considerados, por enquanto, impassíveis
e
indiferentes.
No decurso das sessões, verificaram-se 209 manifestações
psicofônicas de
amigos e benfeitores espirituais, para serviços de cooperação
e diretrizes, assim
discriminadas:
51 comunicações instrutivas na abertura das tarefas.
46 mensagens, incluindo avisos e preces.
61 interferências para concurso direto na solução
de problemas difíceis quanto
ao esclarecimento a companheiros necessitados.
51 preleções educativas no encerramento das reuniões.
Com alusão ao
programa de serviço do Grupo, aqui transcrevemos pareceres de
dois dos nossos
Mentores Espirituais, pronunciados por eles para a confecção
do presente Boletim:
"Cada agrupamento espírita
deve possuir o seu núcleo de amparo cristão aos
companheiros desencarnados, em dificuldades na sombra, com reduzido
número de
irmãos responsáveis, que lhes possam lenir o sofrimento
e sanar os desequilíbrios
morais, usando os valores da prece e da palavra fraternal.
Revelando o roteiro do bem, nele acertamos os próprios passos;
consolando,
somos por nossa vez consolados; ajudando, recebemos auxílio,
e, acendendo a luz
da oração para os que padecem, transviados na ignorância
e na dor, temos nosso
caminho iluminado para a obra de redenção que nos cabe
realizar em nós
mesmos." - FRANCISCO DE MENEZES DIAS DA CRUZ.
"Ainda que os corações de tua estrada se mostrem
marmorizados nas trevas da
negação e da intemperança mental, oferece-lhes
o teu quinhão de socorro e boa-
vontade.
O trigo retido nos túmulos faraônicos, durante milênios,
trazido de novo ao seio
da Terra, ainda hoje produz e enriquece o celeiro.
Um dia, toda semente de amor germinará em bênçãos
de luz." - EMMANUEL.
Pedro Leopoldo, 1º de agosto de 1954.
Nótulas do organizador
Apontamentos do organizador, alusivos
aos Espíritos, cujas manifestações
psicofônicas estão enfeixadas neste livro:
ALBERTO (Doutor) - Médico pernambucano,
que residiu em Belo Horizonte.
(Desencarnou em 1951). (Capítulo 22).
ÁLVARO REIS - Pastor da Igreja Presbiteriana no Brasil. Desencarnado
na
Capital Federal, à Rua Silva Jardim. (Capítulo 3).
AMARAL ORNELLAS (Adolfo Oscar do) - Médium, dramaturgo e poeta
de
grande merecimento. (Desencarnou em 1923). (Capítulo 53).
ANA PRADO - Médium paraense, muito conhecida no Brasil por suas
faculdades de materialização. (Desencarnou no Estado do
Pará). (Capítulo 50).
ANDRÉ LUIZ - Médico desencarnado, autor de vários
livros de Espiritismo
Cristão (Capítulos 9, 46 e 54).
ARGEU PINTO DOS SANTOS - Médium receitista, espírita devotado.
Fundador
do Centro Espírita "Fé, Esperança e Caridade",
em Cachoeiro do Itapemirim, Estado
do Espírito Santo. (Desencarnou em 1908). (Capítulo 15).
ÁULUS - Instrutor espiritual, citado por André Luiz, em
seu livro "Nos Domínios
da Mediunidade" (Capítulo 41).
AUTA DE SOUZA - Admirada poetisa potiguar. (Desencarnou em 1901).
(Capítulo 44).
BEZERRA DE MENEZES (Doutor Adolfo) - Presidente da FEB, em 1889 e de
1895 a 1900. (Desencarnou em 1900). (Capítulo 1).
BITTENCOURT SAMPAIO (Doutor Francisco Leite) - Poeta, escritor, médium
receitista e abnegado paladino do Espiritismo, no Brasil. (Desencarnou
em 1895).
(Capítulo 64).
CALDERARO - Instrutor espiritual citado por André Luiz, em seu
livro "No
Mundo Maior" (Capítulo 49).
CAMILO RODRIGUES CHAVES - Professor, escritor, historiador, espírita
militante, presidente da União Espírita Mineira, de Belo
Horizonte, de 1946 até à
data de sua desencarnação. (Desencarnou em 1955). (Capítulo
57).
CÁRMEN CINIRA (Pseudõmino de Cinira do Carmo Bordini Cardoso)
- Poetisa
de grande sensibilidade. (Desencarnou em 1933). (Capítulo 40).
CÉLIA XAVIER - Jovem espírita militante. (Desencarnada
em 1943). (Capítulo
24).
CÍCERO PEREIRA (Professor) - Presidente da União Espírita
Mineira, em Belo
Horizonte, de 1936 a 1937. (Desencarnou em 1948). (Capítulo 8).
CORNÉLIO MYLWARD - Médico desencarnado e devotado benfeitor
espiritual.
(Desencarnou no Estado de Minas Gerais). (Capítulo 12).
CRUZ E SOUZA (João) - Poeta catarinense, autor de vários
livros.
(Desencarnou em Minas Gerais). (Capítulo 46).
C. T. - Sacerdote categorizado da Igreja Católica, cuja identidade
é
necessariamente suprimida (Capítulo 37).
DALVA DE ASSIS - Diretora espiritual do Grupo "Dalva de Assis",
em Belo
Horizonte. (Desencarnou no Estado de Minas Gerais). (Capítulo
17).
DIAS DA CRUZ (Doutor Francisco de Menezes) - Médico, presidente
da FEB,
de 1889 a 1895. (Desencarnou em 1937). (Capítulo 19), (Capítulo
34), (Capítulo 51),
(Capítulos 60 e 62).
EFIGÊNIO S. VITOR (Doutor) - Espírita militante e sumamente
devotado à
Causa do Evangelho. Sócio fundador do Centro Espírita
"Tiago Maior" e da
Sociedade de Amparo à Pobreza, de Belo Horizonte. (Desencarnou
em 1953).
(Capítulos 31 e 44).
EMMANUEL - Instrutor espiritual, autor de vários livros de Espiritismo
Cristão
(Capítulos 5, 7, 13, 21, 25, 42, 59 e 65).
ERNESTO SENRA (Doutor Ernesto Aquiles de Medeiros Senra) - Médico
e
espírita militante. Presidiu à União Espírita
Mineira, de Belo Horizonte, no período
correspondente aos anos de 1928 a 1929. (Desencarnou em 1932). (Capítulo
33).
EUSTÁQUIO (Padre) - Sacerdote católico, extremamente devotado
aos
enfermos, que podemos considerar como tendo sido grande médium
curador.
(Desencarnou em 1947). (Capítulo 36).
F. - Amigo espiritual cuja identificação foi necessariamente
suprimida (Capítulo
16).
GEMINIANO BRAZIL DE OLIVEIRA (Doutor) - Advogado, espírita militante,
com grandes serviços prestados à causa do Espiritismo
no Brasil. (Desencarnou em
1904). (Capítulo 20).
GUILLON RIBEIRO (Doutor Luiz Olímpio) - Presidente da FEB, em
1920 e
1921 e de 1930 até à data de sua desencarnação,
em 26 de outubro de 1943.
(Capítulo 63).
JÉSUS GONÇALVES - Espírita militante, poeta de
valor. (Desencarnou em
1947). (Capítulo 56).
JOAQUIM - Companheiro espiritual não identificado. (Capítulo
26).
JORGE - Amigo espiritual não identificado (Capítulo 18).
J. P. - Amigo espiritual, cuja identificação é
suprimida por motivos justos
(Capítulo 10).
JOSÉ AUGUSTO - Amigo espiritual não identificado. (Capítulo
61).
JOSÉ GOMES - Amigo espiritual não identificado. (Capítulo
52).
JOSÉ SILVÉRIO HORTA (Monsenhor) - Sacerdote notável
pelo seu
entranhado amor à caridade. Viveu na cidade de Mariana, em Minas.
(Desencarnou
em Minas Gerais). (Capítulo 35).
JOSÉ XAVIER - Presidente do Centro Espírita "Luiz
Gonzaga", em Pedro
Leopoldo, de 1928 a 1939. (Desencarnou em 1939). (Capítulos 4
e 27).
LEOPOLDO CIRNE - Presidente da FEB, de 1900 a 1913. (Desencarnou em
1941). (Capítulo 55).
LIMA - Médium, cuja identificação é suprimida
por justas rasões. (Desencarnou
em 1949). (Capítulo 23).
LOURENÇO PRADO - Escritor espiritualista, autor de vários
livros e páginas
esparsas, referentes ao Esoterismo. (Desencarnou na cidade de São
Paulo).
(Capítulo 38).
LUIZ PISTARINI - Grande poeta fluminense. (Desencarnou em 1918). (Capítulo
43).
MARIA DA GLÓRIA - Entidade amiga não identificada. (Capítulo
29).
MEIMEI (Pseudônimo de D. Irmã de Castro Rocha) -. Companheira
espiritual
do "Grupo Meimei", em Pedro Leopoldo. (Desencarnou em 1946).
(Capítulos 2, 14,
30 e 45).
MOZART - Amigo espiritual, cuja identificação é
compreensivelmente omitida.
(Capítulo 39).
OLAVO BILAC - Consagrado poeta brasileiro. (Desencarnou em 1918).
(Capítulo 58).
OSIAS GONÇALVES (Doutor José) - Reverendo da Igreja Presbiteriana,
no
Brasil. (Desencarnou em 1922). (Capítulo 6).
PASCOAL COMANDUCCI - Médium e espírita militante. (Desencarnou
em
Belo Horizonte). (Capítulo 48).
PEDRO DE ALCÂNTARA (Frei) - Místico espanhol, conhecido
por São Pedro de
Alcântara, no hagiológio da Igreja Católica. (Desencarnou
em 1562). (Capítulo 11).
QUEIROZ (Doutor) - Médico que clinicou vários anos na
capital mineira.
(Desencarnou em 1953). (Capítulo 28).
RODRIGUES DE ABREU (Benedito) - Poeta paulista. (Desencarnou no Estado
de São Paulo, em 1927). (Capítulo 47).
TERESA D'ÁVILA - Célebre mística espanhola. Santa
Teresa de Jesus, na
Igreja Católica. (Desencarnou em 1582). (Capítulo 32).
Fim
TODO CONTEÚDO
DAS ORAÇÕES, MENSAGENS ESPÍRITAS E PSICOGRAFIAS
PODERÁ SER COPIADO, PUBLICADO, DIVULGADO SEM AUTORIZAÇÃO
PRÉVIA DESDE QUE SEJA SEM FINS LUCRATIVOS.