Nas aflições da vida
Allan
Kardec
Prefácio
– Podemos solicitar a Deus benefícios terrenos, e Ele
pode nos atender, quanto tenham uma finalidade útil e séria.
Mas, como julgamos a utilidade das coisas segundo a nossa visão
imediatista, limitada ao presente, geralmente não vemos o lado
mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor que nós,
e só deseja o nosso bem, pode então nos recusar o que
pedimos, como um pai recusa ao filho aquilo que pode prejudicá-lo.
Se aquilo que pedimos não nos é concedido, não
devemos nos abater por isso. É necessário pensar, pelo
contrário, que a privação nesse caso nos é
imposta como prova ou expiação, e que nossa recompensa
será proporcional à resignação com que
a suportamos.
Prece
– Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-Vos
ouvir favoravelmente o pedido que Vos faço neste momento aos
vossos olhos, que os Bons Espíritos, executores de Vossos desígnios,
venham ajudar-me na sua realização. Como quer que seja,
meu Deus, seja feita a Vossa vontade. Se os meus desejos não
forem atendidos, é que desejais experimentar-me, e submeto-me
sem murmurar. Fazei com que eu não me desanime de maneira alguma,
e que nem a minha fé, nem a minha resignação
sejam abaladas. (Formular o pedido).