1- Medo

2 - Preocupação excessiva com o bem-estar dos outros
3 - Falta de interesse pelas circunstâncias
4 -Supersensibilidade a influência e Opiniões

5 - Solidão

FLORAIS DE MINAS

TABEBUIA, A ESSÊNCIA FLORAL DO IPÊ AMARELO.

Breno Marques da Silva

Deste caso eu fui testemunha não faz muito tempo. Uma véia (velha) morreu de idade, por morte natural, numa roça aqui do interior das Minas Gerais. Aí começou o velório... vinte e quatro horas de reza, pois mineiro não gosta de negar fogo!... quer ter certeza que o corpo encomendado vai direitinho pro céu... e não vai ser por falta de orações que isto não há de acontecer...

Bom, mas velório demorado dá fome... então, enquanto alguns ficam na sala segurando a ladainha... outros estão na cozinha e no quintal, em volta do forno de lenha assando biscoitos ou cercando o fogão, coando o café... e assim vão revezando. É claro que de vez em quando ou de vez em sempre alguns homens dão uma escapulidinha pras bandas do curral ou pra qualquer canto escondido pra tomarem um trago de pinga.

Pois bem... tudo ia assim em harmonia, quando, de repente... a véia levantou-se dentro do caixão!... Foi aquela correria doida pro mato... não restou nenhuma alma viva dentro da casa!... a não ser a da véia, que não era bem viva... ou era!? Com o passar do tempo,... devagarinho,... aqueles que já tinham tomado umas a mais, aliás, bem a mais,... foram chegando e encontraram a véia, com uma das pernas de fora do caixão, pelejando sem sucesso pra sair. Acudiram-na enquanto outros mais foram aproximando, pouco a pouco, cabelos ainda arrepiados de tanto susto e pasmo...

Enfim, a véia tava vivinha da silva... a alegria e a surpresa contagiaram a todos... levaram-na pro quarto e trocaram a roupa de defunto por roupa de festa... a mais arregalada que a véia possuía: só me lembro que era de bolinhas cor-de-rosa... com um cepa de bolso no meio... puseram então o caixão pro lado de fora, encostado na parede da sala... e mandaram chamar correndo o sanfoneiro... e o que era velório tornou-se festa, o maior arrasta-pé de forró que eu jamais havia visto. Fiquei impressionado como e quão rapidamente a emoção de tristeza se convertera em tanta alegria e disposição pra danças e cantorias. E ainda mais que a partir daquele momento a cachaça estava definitivamente liberada!

A festa tornou-se cada vez mais animada, até que, quando é fé, esqueceram da véia... foram procurá-la e encontraram-na mortinha da silva, de novo, lá no quarto... ela ainda permanecia com as contas do terço por entre os dedos, provavelmente agradecendo pela sobrevida... efêmera sobrevida... A alegria geral desapareceu instantaneamente... trocaram a roupa de festa da véia, puseram a roupa de defunto... mesmo sem passar... buscaram o caixão no quintal e lá deixaram a sanfona resmunguenta ainda suada... e retornou-se de novo à ladainha... Aí aconteceu uma cena das mais inusitadas: o viúvo, destemperado de tanto chorar, foi levado à cozinha pra tomar um chá de milindre. O netinho chegou correndo: vovô... vovô... achei sua dentadura no quintal... o véio só disse: nunca mais vou usar isto!

Coloca dentro do caixão: que ela leve consigo o meu último sorriso!... foi um desabar de prantos...

Tudo voltara ao embalo esperado pra uma encomendação de almas, quando, após algumas horas, pasmem... eis que a véia tornou-se a sentar-se no caixão!... Novamente, o que vi foi outra correria... só que desta vez ficaram alguns, inebriados de tanta birita já não mais percebiam a estranheza do acontecido em todos os seus tons... aliás, em quase nenhum... Retiraram a véia outra vez, puseram roupa de festa nela, guardaram o caixão... escancararam de novo o acordeon... abriram-se novas garrafas de pinga... lá estava formado outro arrasta-pé!... ainda mais animado que o primeiro!

Só que tornaram a esquecer-se da véia! É inacreditável... mas é verdade: lá estava ela morta, de novo, num dos quartos, terço ainda nas mãos... a alma da véia mais parecia aquelas velinhas teimosas de bolo de aniversário!

Numa certa altura da festa... digo, velório... sei lá o quê... um dos presentes começou a estranhar a sucessão dos fatos: cerca de sete morre-desmorres sucessivos, e então perguntou: Acaso o cumpade Izé não esqueceu algum prego puntudo dentro do caixão?! As veiz tá cutucando a cumade... num tá deixando ela sussegada lá dentro!? Antes de colocarem a véia novamente... vistoriaram todo o caixão por dentro... esquadrinharam tudo... várias mãos... e nada... não havia pregos pra desvendar o mistério do morre-desmorre sem fim...

Foi quando o cumpadre Joaquim iluminou-se com a seguinte solução: já sei... o cumpade Izé feiz errado... num pode fazê caixão de Ipê!... O Ipê é tão forte que não deixa ninguém morrê!... Resolveram então deixar a véia mais um pouco sobre a cama e foram pro quintal preparar uma nova urna, com outra madeira diferente... menos nobre... só assim conseguiram enterrar a véia... mas o atraso foi enorme... rezaram mais de vinte e quatro horas corridas...

A força curativa descomunal do Ipê está bem estabelecida no inconsciente do povo. Seu nome científico é Tabebuia, uma corruptela lingüística de tábua-boa, pois trata-se de madeira incorruptível, capaz de vencer os piores climas e, mesmo estando alagada, resiste ao apodrecimento. Vários poetas brasileiros consagram o Ipê-amarelo como símbolo da força e da resistência. Mário de Andrade, em sua ontológica obra, Macunaíma, não deixou de mencionar tão brasileira presença,... ele, tão brasileiro: Os Ipês de beira-rio relampeavam de amarelo e todas as flores caíram nos ombros soluçando do moço titçatê guerreiro de meu pai. E o altissonante Castro Alves, com toda a ênfase que lhe é peculiar, escreveu: Não mais! Não mais! O raio, quando esgalha – O Ipê secular, atira ao longe – Flores, que há pouco beijavam n’hastea, - Que unidas nascem, juntas viver pensam, - E que jamais na terra hão de encontrar-se.

A essência das flores amarelíssimas do Ipê, conhecida por Tabebuia, é vitalizadora e concentradora das energias internas de cura. Por intermédio dela... poderia sim o homem superar as águas revoltas do mar da vida, metáforas de sofrimentos e angústias, tendo como suficiente meio... uma canoa de Ipê! E o Glorioso dos Gloriosos, como Timoneiro!

http://www.floraisdeminas.com.br/publicacoes.asp

Fontes de consulta:

O Tarô - Das correlações arquetípicas à função terapêutica - Ednamara Batista Vasconcelos e Marques.

As Essências Florais de Minas - Síntese para uma Medicina das Almas - Dr. Breno Marques da Silva e Ednamara Batista Vasconcelos e Marques.

Fitoflorais uma combinação sinérgica de florais e fitoterapia - Dr. Breno Marques da Silva e Ednamara Batista Vasconcelos e Marques.

Criatividade e Espiritualidade seguindo os passos de " A Profecia Celestina" - Dr. Breno Marques da Silva e Ednamara Batista Vasconcelos e Marques.

Astrologia Comportamental e as Essências Florais de Minas - Jaime S. Y. Camaño

A Astrologia e os Remédios Florais do Dr. Bach - Peter Damian

Dicionário dos Remédios Florais do Dr. Bach - aspectos Positivos e Negativos - T. W. Hyne Jones



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