A Justiça
(Atena, deusa da justiça)
Atena, deusa da Justiça, é a imagem do julgamento reflexivo
e da racionalização. Para os gregos, essa faculdade
era divina porque diferenciava o homem do animal. Era livre para julgar
os homens que, ao contrário dela, viviam em comunhão
com a natureza e com os animais.
O julgamento de Atena não tem por base o sentimento pessoal,
mas a avaliação imparcial e objetiva de todos os fatores
contidos numa situação.
Seu julgamento se estrutura nos princípios éticos que
servem de parâmetros rígidos para qualquer escolha.
Sempre que a Justiça aparece num jogo, há a necessidade
do pensamento equilibrado e da tomada de decisão imparcial.
E, assim como a espada de Atena, a carta também tem dois lados.
Existem algumas circunstâncias em que a reflexão fria
de Atena é idealista demais e pode vir a destruir o calor e
o aconchego de um relacionamento pessoal. Sua espada pode cortar o
coração com verdades gerais que não se aplicam
a uma situação específica.
Todas essas
análises e figuras foram extraídas do livro "O
Tarô Mitológico" Juliet Shaman- Burke e Liz Greene